ATP Finals no Rio de Janeiro ? Difícil…



Quem cobriu o ATP World Finals de Londres na charmosa e moderna O2 Arena não vê um outro lugar melhor para a competição de fim de ano ser realizada.

Um local para 17.500 pessoas, sempre lotado, mesmo com a ausência de Andy Murray, com facilidade de acesso por metrô, ônibus e até barco, ginásio enorme com diversos restaurantes e bares para todos os tipos, teatro, cinema, além de uma grande área para a Fan Zone com três quadras de treino. Mesmo quem não paga o ingresso, pode assistir os jogos dos telões no local, se divertir e ter um ótimo passeio de família.

O Brasil já tentou sediar o evento em 2001, mas por problemas estruturais o mesmo migrou para Sidney, na Austrália, e fez uma nova tentativa sem sucesso para a partir de 2014. A proposta era o Maracanãzinho, um bom lugar para uma quadra coberta, mas apenas uma. E as demais ? Ficariam em um espaço alocado do outro lado da rua. E o espaço de interação com os fãs e restaurantes/bares ? Quem conhece o local sabe que praticamente não existe. Os jogadores como chegariam ? De carro pegariam trânsito, então a alternativa seria pegar um helicóptero.

O Rio de Janeiro perde muita força ao queimar o filme com a ATP. Literalmente. Firmou um contrato de três anos para propagar a cidade no ATP World Finals e no website da entidade, mas o rompeu na metade deste ano. Os valores totais eram de R$ 9 milhões e o último programa exibido com a marca Rio foi divulgado em agosto.

Em conversa com André silva, diretor do ATP Finals, torneio que propagava a cidade, ficou na clara a insatisfação da entidade com o Governo do Estado do Rio e a desconfiança para firmar novos acordos com o o mesmo, o que distancia a hipótese da cidade receber no futuro o torneio que fecha a temporada com os oito melhores.

As chances se reduzem não só por esse motivo, mas também pelo novo Secretário de Esportes e Lazer, André Lazaroni, se distanciar nos contatos com a entidade. O esforço era da secretária anterior, Márcia Lins.

Cá pra nós, o evento em Londres, está bem onde está. Sou brasileiro, amo meu país, mas tenho a convicção que no momento ainda é utópico receber tal tipo de competição. Quem sabe para a partir de 2016 ou 2017 se o Centro Olímpico de Tênis receber a estrutura que se espera. Isso se a ATP se convencer em mudar para umevento ao céu aberto.

Mas se a cidade não consegue cumprir um contrato de publicidade, como iria cumprir de trazer um MEGA EVENTO com os melhores do mundo ? Fica difícil…

Curtinhas:

Durante o torneio de Londres ficou claro que, apesar de reclamações dos jogadores – Nadal pedindo mudanças de pisos e Djokovic de sedes – a ATP quer um evento sem paralisações por conta da chuva, privilegiando o show da TV , mantendo a série no piso duro e coberto no fim de ano. Londres fica bem a calhar com os eventos europeus nas semanas anteriores.

Conversei com Guy Forget, diretor do Masters de Paris, que reclamou um bocado no ano passado do seu torneio e do Finals serem jogados em semanas seguidas. Este ano, por sorte eu diria, os grandes jogadores foram na capital francesa, deram seu melhor e valorizaram o evento.

O francês revelou que trazer o evento ao Brasil, ao Rio de Janeiro, não seria viável logisticamente e que seria necessário pelo menos uma semana e meia de descanso.

Em conversa com André Silva, fica claro que o Finals não será permanente em Londres e algumas conversas já estão em pauta, mas tomarão andamento com a escolha do novo presidente da entidade. Mark Young, americano e CEO da ATP nas Américas, é um forte candidato assim como o britânico Chris Kermode.



  • Apesar de ser carioca e gostar muito de tênis,não acredito que o Rio possa sediar um evento como esse.Não só pela total falta de estrutura como a falta de cultura do carioca em geral ,para esse esporte.Não fosse os protestos de rua a amendrontar nossos governantes,talvez houvesse uma remota possibilidade disso acontecer.Por enquanto é só uma.utopia. Vamos aguardar o Rio Open que é só o que temos de concreto nesse momento.

    • Antonildo S Costa

      Não concordo muito com a nossa amiga Wanda R K, quando ela diz que os protestos amedrontam nossos governantes, antes fossem verdade, ou que falta cultura para os cariocas nesse esporte. Acredito que mesmo sem ser um dos esportes preferido pelos brasileiros, o tênis, ao contrário da Fórmula 1, vem numa crescente valorização no quesito audiência. Concordo com vc Fabrizio, com essa logística de data e local fica mesmo difícil, mas é apanhando que se aprende, uma cidade que vai sediar uma olimpíada e um país que irá sediar uma copa do mundo não podem se deixar abater diante de algumas adversidades. Agora falando do ponto de vista de um fanático pelo tênis, ver Djokovic, Nadal, Murray, del potro, o Genio Roger Federer e outros ótimos tenistas, seria um programa agradabilíssimo.

  • É utopico não temos estrutura para tal evento, se bem que seria o maximo ele ser realizado em qualquer capital de Estado, mas os responsaveis organizadores não teem apoio para realiza-lo o Brasi é bitolado ao futebol o resto não é esporte sou paulista brasileira e sinto muito o descaso para a realização de outros esportes aqui isso é LAAAAAMENTAVEL

  • João

    Se em um torneio exibição os valores dos ingressos já foram aquele absurdo aqui no brasil, com ágio por parte da própria empresa promotora … imagina um ATP finals … rararara Por baixo mil reais a “geral” do ginásio… sai mais barato ir pra Londres ver, aproveitar e conhecer outro lugar!
    O brasileiro merece o país que tem …

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