Grand finale!



 

Gustavo Werneck / Nittenis

Gustavo Werneck / Nittenis

No ano passado foi assim com Federer x Djokovic na decisão e na batalha pela liderança da ATP.

Não poderia haver melhor conclusão para esta temporada do que o número 1 contra o número 2, Rafael Nadal x Novak Djokovic, que batalharam pela liderança do ranking partida a partida sobretudo nesse segundo semestre.

Sobre um favorito ? Djokovic. São 21 vitórias, um jogo agressivo e consistente, rápido nos movimentos, nas pernas e defendendo com muita sabedoria e eficiência. Nadal está jogando um ótimo tênis e vai querer jogar o seu melhor para entrar para a história e conquistar o único grande título que não possui e se igualar a Andre Agassi com os quatro Slams, as Olimpíadas e o Finals. Promete ser mais uma batalha com pontos bem longos (em ajuda pela quadra um pouco mais lenta para um indoor) e decidida em detalhes. Uma pena que é melhor de três sets.

Com todo o respeito aos torcedores de Federer, mas a vitória de Nadal hoje, mesmo sendo sua primeira no indoor e no ATP Finals contra o suíço, não foi nada fora do comum. Por tudo o que aconteceu no ano e pelo confronto direto, sobretudo na temporada, ele confirmou o favoritismo e mais uma vez o suíço perdeu suas poucas oportunidades que teve. Não conseguiu AQUELA vitória que havia ressaltado semanas atrás. Quando digo AQUELA, me refiro a Djokovic ou Nadal, os caras a serem batidos.

Uma pena que Roger tenha feito uma temporada abaixo das expectativas, sua pior em termos de resultados e títulos desde 2001, mas fica de alento esses dois últimos eventos. Mas ele toma uma decisão sábia de evitar as exibições que fez no fim do ano passado na América do Sul visando o descanso e melhor preparação para a nova temporada que pode ser decisiva nos rumos de sua carreira.

Pela coletiva de imprensa, a questão física pela chegada da idade vem cada vez mais entrando na cabeça de Federer. Ele basicamente rechaçou a hipótese de lutar pelo número 1 na próxima temporada, só quer ganhar títulos, cerca de cinco, e ter a chance de vencer torneios grandes.

Por esse motivo, vejo que 2014 será decisivo para Roger. Vejo que o tanque está se esgotando para o suíço e sua mentalidade já mudou nos últimos meses. Um ano como esse ou pior pode abreviar aquilo que esperamos, ver Federer nos Jogos de 2016. Tomara que eu esteja errado.

Curtinhas:

Dois brasileiros foram derrotados nas semis hoje. Melo e soares perdera nos detalhes, coisas do tênis e do match tie-break para Bruno que fez uma ótima exibiçãpo contra os Bryans. Apesar disso o ano foi maravilhoso para eles e temos um próximo ano promissor. Só torcer para que Dodig mantenha um calendário focando também nas duplas. Será ruim que ele vá muito bem nas simples algo que, por naturalidade, o tenista acaba dando ênfase pela importância que se tem e o dinheiro que se ganha.

Mas o que é notável. Dodig sendo 6 do mundo nas duplas e 33 do mundo nas simples NÃO tem patrocínio e vai tranquilo pois ganha um bom dinheiro nas simples. Melo, quinto do mundo, não tem esse problema desde 2007 graças à Centauro e agora os patrocinadores da CBT/Correios. Bati um papo com ele hoje e me declarou que só de imposto na Grã-Bretanha lhe tiram 30% e no Brasil mais 30%. Nos outros lugares é menos, mas o tenista paga treinador, vira e mexe hotel e sempre as viagens. Com os cerca de US$ 400 mil que faturou no ano, não ia sobrar tanto se o brasileiro não tivesse patrocínio, não é ?



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