Hero. Divisor de águas ?



Heroes foi o som que tocou ao término da vitória de Rafael Nadal contra Stanislas Wawrinka que o garantiu na semifinal do ATP World Finals e como número 1 ao fim do ano.

Um som bem apropriado para o que Nadal fez nessa temporada. Saiu da descrença, das dúvidas por conta da lesão no joelho e ganhou praticamente tudo o que disputou, terminando o ano merecidamente como número 1 e ainda com zero pontos em Wimbledon, Australian Open e Miami.

A merecida finalização de Rafa no topo é só mais um exemplo da capacidade de recuperação do tenista, de persistência e determinação que serve como espelho para os jovens e futuros tenistas e também a todos do esporte em geral.

Quer você seja fã ou não de Nadal, quer ele passe ou não o recorde de Grand Slams, ele é um herói e uma figura que ficará eternizada no esporte.

Nadal já tem garantido o topo para o fim do ano e se vencer nesta sexta assegura o número 1 após o Australian Open, o que indica que chegará ao Rio de Janeiro como líder, a primeira vez um líder jogando um torneio oficial da ATP por aqui desde Guga no Sauípe (BA) em 2001.

Muito se fala que os tenistas são politicamente corretos. Hoje em dia a imprensa é enorme muito maior do que na década passada, só aqui em Londres são 300 jornalistas credenciados do mundo todo. Uma frase sem uma adequada interpretação pode levar um texto a um caminho deturpado e os jogadores estão cada vez mais blindados quanto a isso e de fato eles ficam com o pé atrás em opiniões polêmicas.

Mas os tenistas não estão tão escondidos assim. Vez ou outra eles abrem a boca, reclamam, emitem suas opiniões. Só essa semana, Nadal pediu mudanças no ATP Finals para pisos diferentes, Djokovic trouxe um discurso escrito sobre Viktor Troicki e depois, com o coração, acabou com o sistema Anti-Doping e com a ATP assim como Rafa concordou com o sistema ultra-burocrático da entidade que organiza o tênis masculino. E ontem, Wawrinka reclamou da passividade da arbitragem e dos exageros de Toni Nadal na torcida e ajudinha ao pupilo durante os jogos.

O meu ponto de vista o caso Troicki. Ao passo que ele está certo pela alegada negligência da responsável pelo exame e por ter feito o mesmo no dia seguinte, ele nunca poderia ter pulado um anti-doping. Os órgãos precisam dar o exemplo, e o fizeram, puniram o jogador. Mas também é preciso uma mudança para tal assunto não se repita e uma punição na aplicadora do teste.

Certamente o caso do sérvio e as reclamações de Djokovic, Nadal e toda repercussão pode ser um sinal para um divisor de águas não só para a aplicação do teste anti-doping bem como para a cúpula da ATP que há tempos é criticada por suas principais estrelas pela burocracia e destaque aos organizadores/torneios.

Para lembrar, a entidade está há um semestre sem um CEO (Chief Executive Office) , um presidente…



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