Chance de Djokovic é real. Não dá para descartar Nadal



De Rafael Nadal se pode esperar tudo. Depois de todas reviravoltas por conta das lesões em sua carreira e principalmente pelo o que aconteceu este ano. Mas nesse primeiro contato com o espanhol aqui em Londres, não senti o espanhol muito bem em termos de animação. Até um pouco cabisbaixo.

Tudo bem que ele está cansado de responder uma bateria de perguntas e muitas repetidas, sobretudo pelo número 1. Mesmo assim senti o espanhol um pouco pra baixo, tanto nas perguntas em inglês quanto em espanhol, destacando Novak Djokovic como principal favorito e minimizando um pouco suas chances por aqui por conta da quadra coberto. O espanhol até falou que o evento deveria ter superfície itinerante, ser jogado no outdoor e inslusive no saibro.

Situação contrária a de Novak Djokovic que veio todo animado com a série de títulos e a possibilidade já bem real de terminar o ano como o número 1.

A matemática não é difícil. Djokovic precisa vencer o ATP World Finals invicto e Nadal perder todos os jogos aqui ou o sérvio vencer o torneio invicto e as duas partidas de Copa Davis (ambas em cinco sets) e Rafa só vencer uma partida por aqui.

Como disse acima, não vejo Nadal muito confortável e teremos dias bem intensos e interessantes aqui em Londres. O que era impossível há algumas semanas, já não é. A chance de Nole cada vez cresce mais. Mas que ele não se descuide pois Roger Federer está confiante e tende a jogar sem pressão assim como Del Potro. Com os torneios seguidos todos estão cansados, não vantagem tanta vantagem para nenhum dos tenistas nesta parte.

É contagiante a animação dos brasileiros no torneio pelo menos no primeiro dia de cada um por aqui. Espero que canalizem isso para manter as boas exibições na O2 Arena e não sintam o peso de uma competição super diferente no tênis. Pelo que vem jogando, os coloco com ligeiro favoritismo para uma vaga na semi, mas será páreo duro.

Pela primeira vez temos dois brasucas no top 5 do ranking individual nas duplas. Feito histórico. Bruno é o 3º e Melo é o 5º. Já não é sonho alçar voos maiores, eles têm qualidade e cada vez tem feito por onde.

Curtinhas:

Não pude acompanhar a semana de Thomaz Bellucci por conta da correria na cobertura aqui. Não vi nenhum jogo dele, mas pelas vitórias e o título é uma semana a se comemorar. Vamos ver agora como está seu físico para aguentar bem mais duas. Dois títulos mais e ele deve entrar no top 100. Um título em Bogotá e vice em Lima o coloca ou grudado ou dentro do grupo, o que o garante praticamente na Austrália. Vale a torcida.



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