Qual o técnico ideal para Federer ? Djokovic e Delpo. Brasil faz história



Uma notícia impactante agitou o mundo do tênis na noite de ontem. Roger Federer demitiu Paul Annacone após três anos e meio de parceria. Os maus resultados da temporada pesaram na decisão para uma mudança de ares pro suíço.

A pergunta que fica. E agora ? Quem assume o comando ?

Federer é o tipíco jogador que todo treinador quer trabalhar por todo seu talento e técnica. Mas em contrapartida, todo gênio é teimoso, e pelo que se nota nos jogos, Federer é assim, usa menos a tática e mais seu talento, mas para certos jogadores somente isso não basta.

Com 32 anos, duas filhas , a carreira em processo final e sua conhecida teimosia , não seria surpresa se Federer optasse por ficar mais livre e sem técnico, como já fez anteriormente quando só viajou com preparador físico e uma consultoria do capitão suíço da Copa Davis, Severin Luthi, o qual não considerava técnico oficial. Já estamos no fim do ano e há pouco tempo para que um novo treinador possa mudar alguma coisa, mas se optar por seguir o caminho sem técnico para 2014, pode indicar que a temporada seja a última de sua carreira.

Em contrapartida, contratar um novo treinador pode significar que Federer ainda está com o ímpeto de voltar a sonhar alto no circuito, com grandes conquistas recuperando sua boa forma. Qual seria o nome ideal ?

O que Federer mais precisa neste momento é alguém que consiga trabalhar a parte física e sua paciência/consistência. Não vejo Federer sem motivação, mas sim sem confiança e cada vez mais apressado, com uma agressividade fora de controle, querendo ganhar no jogo bonito, ao invés da tática ou da consistência.

A opção de contratar um argentino e espanhol é válida. A comunicação poderia ser um empecilho, mas nem tanto visto que hoje todos falam inglês. Outra boa ideia seria Brad Gilbert, técnico que trouxe de volta Andre Agassi ao topo, levou Andy Roddick até lá e levou Andy Murray ao top 10 e é o homem do livro Wining Ugly, vencer jogando feio, tudo o que Roger necessita no momento. Gilbert é um nome forte e de respeito no mercado. Resta saber se Federer estaria sujeito a essa proposta.

Enquanto isso, em Xangai, Novak Djokovic conquista o título e dá mais uma demonstração que está firme neste final de ano e disposto a brigar pelo topo com Rafael Nadal. Apesar da conquista, Nole ficará mais distante de Nadal no ranking. A diferença passará a ser de 400 pontos. Mesmo assim ainda há chances pro sérvio e elas estão depositadas agora em Paris, onde não defende nada e obviamente torcendo contra o espanhol nos três torneios que ele disputa até o fim do ano. Difícil que Nadal não faça mais um bom resultado ao fim da temporada, mas o espanhol apresentou uma ligeira queda física e mental nos dois últimos eventos.

Faltou pouco para Del Potro faturar seu primeiro Masters. De qualquer forma mostrou um grande tênis, derrubou com autoridade Nadal e ficou perto de derrotar Djokovic. Está classificado para o ATP Finals e é grande pretendente ao título em Londres.

O que é positivo. Djokovic x Del Potro vem se tornando umjogo cada vez mais agradável de ve ser. Este ano foram três duelos muitoo equilibrados, de muita emoção e alto nível.

E o Brasil continua tendo um ano incrível nas duplas. Marcelo Melo e Ivan Dodig conquistaram Xangai numa semana sensacional derrotando os irmãos Bryan (donos de dez títulos no ano) na semi e duas outras duplas favoritas. Eles se colocam no terceiro lugar do ano com 3775 pontos, a 1.300 de vantagem para a dupla nona colocada com ainda 1750 em disputa. A confirmação da vaga em Londres pode vir já na semana que vem onde jogam em Estocolmo. Caso a grande hipótese se realize, o Brasil teria dois tenistas em duplas diferentes pela primeira vez no torneio que fecha o ano (Soares joga com Alexander Peya).

O que já está consumado. Melo será top 8 do ranking individual de duplas e após 30 anos o Brasi lterá dois tenistas ao mesmo tempo no top 10. Em setembro de 1983 Carlos Kirmayr e Cássio Motta ocuparam tal grupo e jogaram juntos o Finals da época.



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