A impressionante escalada de Nadal. A batalha só começou…



Nem o mais otimista fã de Rafael Nadal apostaria que ele pudesse alcançar o topo do ranking após sete meses parado e exibições com problemas em Viña del Mar e São Paulo. Ninguém apostaria que Nadal pudesse somar mais de 11 mil pontos com dez títulos em treze finais em catorze torneios jogados.

Pouco a pouco, começando do torneio menor para o maior, ele foi vencendo, adquirindo confiança e passou pelo obstáculo da pressão nos torneios de saibro com louvor para chegar sem pressão alguma nos torneios de piso rápido onde desempenhou um papel impressionante que fez a diferença para a recuperação da liderança do ranking. Ao todo foram 26 vitórias no piso no ano com quatro títulos e agora um vice-campeonato.

Nadal recupera a liderança em outubro, o primeiro desde Jim Courier em 1992 a alcançar tal status neste mês, e o primeiro a alcançar o número 1 sem ter vitórias em dois dos quatro Grand Slams do ano.Isso já prova por si só o feito do espanhol. Curioso foi que Nadal, que ficou ausente das quadras por sete meses, alcançou a liderança após vencer Tomas Berdych com desistência do tcheco.

Estraga prazeres ? Além de impedir duas vezes que Djokovic alcançasse deu único Grand Slam que não possui, Roland Garros, em 2012 na final e 2013 na semi, Nadal barra a chance do sérvio ultrapassá-lo em semanas como número 1, pelo menos no momento. Nadal chegará à 103ª nesta segunda-feira contra 101 do sérvio. Nadal ficará pelo menos até o fim do mês na ponta.

A batalha – Desde o início de Pequim achei que o sérvio vinha com exibições mais consistentes que o espanhol e por isso conquistou o troféu neste domingo com méritos. Talvez a dorzinha no joelho sentida nas quartas (Nadal saiu do torneio com uma proteção no local) seja um indício que o acúmulo de jogos começa a pesar e isso explica um desempenho abaixo do que fez no US Open nesta decisão e liga um alerta de que aquela superioridade até aqui chegou ao fim.

O mais interessante é que Djokovic, com este triunfo, manda o recado que irá lutar para recuperar o topo e que poderemos ver uma batalha empolgando, torneio a torneio, pela ponta. A vantagem de Nadal será de 40 pontinhos (11160 a 11120).

Para Djokovic será crucial ser perfeito neste fim de ano. Manter o embalo e não vacilar nos últimos torneios do ano, principalmente neste próximo de Xangai onde defende o troféu. Nadal não defende nada e poderá abrir uma grande margem se for bem e ver o sérvio tropeçar.

Mas pelo que vimos esta semana, a fome do sérvio e a vontade de Nadal em alcançar o topo, já consolidada, e terminar o ano ali, farão com que possamos ver uma batalha muito legal.

Curtinhas:

Del Potro campeão em Tóquio. Escolheu o torneio menos difícil e confirmou o favoritismo. Será top 5 do ranking de entradas e do ranking do ano.

Teliana será top 90 nesta segunda-feira com a soma dos pontos do título em Sevilha. Caiu na semi em Vallduxo após uma série de 18 triunfos. Tem mais um evento a jogar, em St. Cugat, a partir desta segunda, e precisa de uma boa campanha visto que defende dois títulos de challenger e uma semi a partir do fim de outubro.



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