De luto. El Rey David se fue



Estou de luto. Parte de mim se foi nesta terça-feira. David Nalbandian anunciou sua aposentadoria. Um tenista que ajudou bastante a me apaixonar pelo tênis pela forma fácil de jogar, o backhand cruzado, as devoluções firmes e sua paixão por uma das mais cativantes do esporte e que pouco oferece em pontuação de ranking, a Copa Davis.

Nalbandian foi um dos primeiros a não temer a dupla Federer e Nadal, e um dos primeiros a dar aula em ambos em uma das mais sensacionais exibições que já nos Masters de Madri e Paris em 2007. Foi o tenista que virou um jogo épico contra o então imbatível Federer na antiga Masters Cup (hoje o ATP Finals) em 2005, e que fora isso encantou demais e cativou por sua paixão chamada Copa Davis, tão desprezada pelos tops atuais.

A retirada do argentino já era esperada pelos inúmeros problemas físicos. Ele não merecia ficar sem esse título de Copa Davis. Certamente que problemas de egos com outros tenistas e mais recente com Juan Del Potro contribuíram para a Argentina não levantar seu caneco, mas tenho certeza que dentro de alguns anos, depois de um bom descanso, o desejo vai voltar e Nalbandian vai assumir a equipe argentina e quem sabe será o momento para a coroação do que tanto buscou.

Joje fico triste, mas feliz por ter presenciado de pertinho, em alguns torneios de pertinho e também vários outros pela televisão um dos mais talentosos tenistas que já existiu.

El Rey David vai deixar saudades!

Curtinhas:

Nalbandian sim era um tenista arrogante fora de quadra no trato com a imprensa, certas vezes esnobava na resposta de algumas perguntas, muitas delas de forma desnecessária, outras com sua razão. Era o jeito dele. É uma questão não de julgá-lo e sim entendê-lo. Ele não gostava de nós.

O acesso exclusivo para entrevistas a Nalbandian nos torneios era um tanto difícil pelo que resumi acima, mas em épocas de pré-temporada, consegui bater dois papos por email com o argentino. Não é a mesma coisa do que um papo frente a frente, mas valeu.

Nalbandian, Moya, Ferrero, Roddick, Safin, Fernando Gonzalez, entre outros. A cada ano vemos uma gama de tenistas da geração do final do início dos anos 2000, finalzinho dos anos 90 nos abandonar. Alguns deles resistem e fazem um ótimo papel no circuito, mas sabe-se que não vão durar muito mais do que dois, três anos. Uma pena. Assim é a vida.

 



  • Rafael

    um dos melhores backhands que vi ! muito bom de devoluçao tambem ! um dos poucos jogadores completos q ainda jogava no circuito !

    vi ele em são paulo esse ano , onde fez uma partida espetacular com almagro ! foi o melhor jogo do torneio e ele venceu !

    como jogava ! pena q o tempo passa para todos !

    Viva Davi !

  • Bruno

    Uma pena mesmo,Nalbandian foi um dos tenistas mais talentosos que vi jogar,colocava a bolinha onde queria,sem dificuldades. Triste ver os tenistas que me fizeram gostar de tênis se aposentar,vida longa a Hewitt,Haas e Robredo!

  • Rafael

    Uma pena, era realmente uma aula de tênis ver o Nalbandian jogar…… é só olhar os vídeos de madrid e Paris 2007….. as surras que ele deu no Federer e no Nadal que estavam no auge……. parecia que quando ele estava a fim de jogo era imbatível….. em outros momentos parecia não levar a sério….

    A esquerda que ele batia era incrível, parecia não fazer força e a bola andava muito….. sem contar que jogava com a classe do Federer, não é essa correria que vemos nos jogos atuais para ficar jogando mais um bola na quadra pra ver se o adversário erra…..

  • Wanda Ribeiro

    Também vou sentir muito sua ausência nas quadras. Infelizmente, grandes tenistas estão se aposentando, e assim, enfraquecendo cada vez mais o elenco.

  • fejunkes

    Incrível como parece estar lendo pensamentos meus não imaginei que alguém fosse escrever, que surpresa, achava que essa “tara” pelo jogo do Nalbandian fosse alguma mania minha. Adquiri no final de 2007, e, de lá para cá, quis acompanhar sem falar a ninguém tudo o que tinha relação com esse tenista argentino. Achei mesmo que fosse uma mania minha. Por que Nalbandian? Será que outras pessoas fazem isso? Mais recentemente fui-me dar conta que essa coisa intangível que eu havia percebido nele, mais pessoas também perceberam, é possível notar pelo tom dos comentários em fóruns. É tipo uma impressão de quem ama tênis de que ali estava um gênio escondido, talvez o mais talentoso de todos, e poucos sabiam disso. Hoje já sabemos que não são tão poucos assim. Quando Nalbandian ativava o “modo Deus” simplesmente não tinha para ninguém, você sabia, quando aconteciam esses momentos, que estava presenciando algo especial, vide um dos ultimos lapsos desses seus, em Estocolmo 2011: http://www.youtube.com/watch?v=ZokyX842LJo&hd=1
    Que dizer dessa série de toques e voleios a partir do segundo game do segundo set? O mais foda do Nalbandian é que vc sempre sabia que ele estava jogando abaixo da condição física e de ritmo dos adversários, compensando tudo na mão. Lembro daquele ressurgimento dele, mais um, das cinzas, após mais uma de suas inúmeras lesões, foi lá na Rússia e derrotou Youzhny, Davydenko e as duplas, totalmente do nada, apenas a base de winners e talento já que ele estava fora de ritmo. Uma parte de mim se foi também. Vou sentir saldades desse grande jogador, foi bom enquanto durou!!

  • Grande David Nalbadian, deixará saudades para os fãs do tênis clássico,jogado com extrema galhardia e maestria. Infelizmente, estamos assistindo a despedida dos grandes tenistas que tornam, com as suas jogadas clássicas, um esporte de beleza sungular. Até mais grande Nalbadian.

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