Faltou pulso ao nosso capitão



Quando se tem uma equipe com uma dupla muito forte como a do Brasil, com Marcelo Melo e Bruno Soares, o principal problema que isso gera é justo uma lesão de algum jogador de simples durante o confronto. A equipe fica sem opção de reposição.

No caso deste final de semana, de acordo com relatos de sua assessoria de imprensa do tenista, Bellucci já vinha sofrendo com dores no ombro direito há duas semanas com quadro diagnosticado e agravado no início da semana e relatos de dores insuportáveis.

As únicas justificativas para se colocar um tenista em tais condições na quadra seriam: a confiança acrescentada a um destacado favoritismo dele nos jogos. E justos estes cenários é que não se apresentavam e por isso mesmo entramos na Alemanha como azarões.

Dado isso alguns questionamentos passaram por minha cabeça. Por que manter a convocação e escalar Thomaz Bellucci então ? Por que não mudá-la ? Se apostasse em Bellucci, por que não um plano B para o domingo ?

As justificativas dada pelo capitão foram as seguintes: “Se fosse um torneio do circuito e não a Davis, eu mesmo, como técnico, o faria desistir. Mas é Davis e o Thomaz se disponibilizou com muita coragem e garra”.

“Durante a semana de treinos, o Thomaz falou que estava com uma dor no ombro, mas pensava não ser nada. A dor não diminuiu, então fizemos uma ressonância, e ficou detectada a tendinite. Conversei com ele para saber o que estava sentindo e se queria jogar, ele respondeu que queria por se tratar de defender o Brasil na Copa Davis. Disse que não estava 100%, mas podia suportar a dor e que conseguiria jogar. Vendo a vontade e o empenho dele em querer jogar, eu concordei”,

Que o jogador quer participar de uma eliminatória importante dessa, isso sem dúvida vai acontecer, ainda mais ele sabendo que é indispensável ao time. E é uma ótima atitude do Thomaz, louvável. Mostra coragem.

Mas cabe ao capitão analisar a condição dele, o cenário apresentado e realizar as escolhas independentemente da vontade do jogador. Em Copa Davis não é o jogador que escolhe se vai ou não vai pra quadra e sim o capitão.

Se Thomaz não está em condições, não vou colocá-lo para o jogo e ponto. Outra sugestão ao meu modo de ver seria planejar. Apostar em Bellucci para o primeiro jogo, sabendo que outro tenista de simples poderia ser usado para o domingo. Ter um plano B. Iria sacar um duplista, mas mesmo assim nossa chance de ganhar o ponto de sábado seria boa com Soares ou Melo na equipe.

Entendo que é uma decisão difícil a ser tomada, bem delicada e fácil para quem está de fora analisar e criticar, mas no meu modo de vista faltou pulso e firmeza para tirar o número 1 do time mesmo contra a vontade do jogador. Com transparência nas justificativas, tudo seria entendido e não restaria dúvidas ou críticas.

Tirar o número 1 do time e/ou buscar um plano B para o confronto não quer dizer que o resultado seria diferente no final de semana. O Brasil sem Thomaz perde muito, mas com ele machucado e sem confiança, também não acrescentou em nada como se viu, e, o que é pior, só agravou sua situação em uma temporada que é ruim para ele.

O que perdemos foi a chance de se colocar outro tenista para jogo, seja ele algum dos reservas como Guilherme Clezar e Marcelo Demoliner (que treinaram a semana com o time) ou outro convocado com antecedência dadas as dores já apresentadas por Thomaz. Independentemente de tais tenistas não estarem devidamente prontos para este tipo de confronto, a experiência poderia servir para confrontos no futuro.

Para quem não lembra, Bellucci era 200 do mundo e apenas um tenista em formação quando entrou no jogo contra a Áustria em Innsbruck, em 2007, por problemas de outros tenistas como Marcelo Melo e Flávio Saretta, em um confronto onde amadureceu para se tornar o ótimo tenista que é. Mesmo sendo derrotado, fez um bom papel.

Quero dizer que não tenho nada contra o João Zwetsch, pelo contrário, gosto muito dele como pessoa e como capitão do time. Acredito que ele foi fundamental para algumas vitórias do Brasil nas últimas eliminatórias e boas apresentações de nossos tenistas contra Estados Unidos e os dois confrontos diante da Rússia, por exemplo. Pra mim, Joãozinho ainda está com crédito na equipe, mas infelizmente não tomou as atitudes corretas neste final de semana. Uma pena.

Quero ressaltar aqui que antes de publicar o post esperei o release final da CBT e busquei conversar com o capitão do time brasileiro para esclarecer algumas dúvidas, mas não foi possível. Uma pena. Fico aberto para bater um papo com o João, quando ele puder.

Lesão agravada. Sem Bellucci em 2013 ?

Ter jogado no sacríficio neste final de semana pode custar MUITO CARO para Bellucci. Em entrevista após a partida contra Brands, ele relatou dores mais fortes, apontou que o tratamento no ombro pode durar até um mês e disse que esta pode ter sido sua última partida em 2013.

Se assim for, Bellucci vai perder ao todo 185 pontos. São 215 do que resta de defesa até o fim do ano com a entrada de 30 não-contáveis. Terminaria o ano com 300 pontos e provavelmente fora do top 170.

Final da Copa Davis – Grande vitória da Sérvia sobre a lutadora equipe do Canadá que jamais havia passado da primeira rodada até este ano. Teremos um baita confronto em Belgrado em novembro entre Djokovic, Berdych, Stepanek e cia.



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