Os 14 breaks, 56 games e a confiança de Federer e Nadal



E o US Open continua carente do duelo entre Roger Federer x Rafael Nadal. O único Grand Slam que nunca viu uma das 31 batalhas dos dois maiores rivais e que terá que esperar pelo menos mais um ano. Uma pena.

O culpado ? A confiança. Se de um lado ela sobra para Rafael Nadal, do outro carece para Federer. Nem sempre os números dizem alguma coisa, mas esses falam tudo do momento que os dois passam. Federer aproveitou apenas dois dos 16 break-points que teve contra Tommy Robredo, ambos no primeiro set. E Nadal, nos quatro jogos do US Open, confirmou TODOS os 56 serviços que teve.

Aproveitar um break-point faz toda a diferença. Certa vez seu adversário acaba lhe entregando ele com dupla-falta ou erro, certa vez você acaba perdendo chances capitais que te custam um set e o jogo. E o segundo caso foi o que ocorreu com Federer. Em várias das oportundades ele escolheu bolas erradas, tentou o contra-pé quando o rival ficou parado, levou passadas, cometeu erros, não conseguiu colocar a devolução em quadra. Tudo pela falta de confiança que passa na temporada como um todo.

Do outro lado, Nadal, com apenas três derrotas em 60 jogos no ano, nove títulos e agora 19 vitórias seguidas no piso duro, viaja em velocidade de cruzeiro em um horizonte totalmente diferente. Sua estatística de saques confirmados é incrível, ele teve sete break-points contra e salvou todos. Perdeu um set hoje pois viveu o mesmo drama de Federer ao perder seis breaks no primeiro set. Mas prontamente se recuperou. Suas boas atuações no piso duro passam pelo serviço e backhand mais firme e isso está funcionando muito bem.

A confiança tem um grande papel no tênis. E está difícil para Federer achá-la. Sem dúvida esse ano não é o dele. Mas ainda há torneios para minimizar o prejuízo. E Nadal caminha a passos largos para a final.

Federer recriminou totalmente sua atuação hoje. Ele preferiu culpar bem mais a si e deu pouquíssimo crédito a Robredo. Aqui as palavras dele.

“Infelizmente não encontrei meu jogo que o público pudesse curtir e ficar entusiasmado. Sinto que perdi pra mim mesmo hoje, sem tirar o crédito do Tommy Isso acontece às vezes. Sem dúvida ele estava colocando as bolas e estava comigo fazer a diferença. Eu me destruí, o que é desapontador, ainda mais numa quadra mais rápida. O dia foi frustrante”, disse Federer que continuou descrevendo sua atuação abaixo da média.

“Tommy fez um bom trabalho em manter a bola em jogo e tornar o jogo difícil pra mim, mas perdi muitas oportunidades, fiquei sem ritmo. Fiz uma partida de altos e baixos e isso dificulta contra alguém de qualidade”.

Federer pareceu ser honesto nas palavras, não vi nenhuma maldade. Mas ao mesmo tempo o pouco crédito ao rival soou um pouco prepotente. Afinal, se não fosse a consistência e bravura de Robredo, o espanhol entregaria a rapadura e o resultado seria outro ou então um jogo mais complicado.



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