Épico Rogerinho



Demoro um pouco para escrever. Primeira rodada de um Grand Slam é sempre pesada com muitos jogos e me faltou tempo na noite de ontem.

rogerinhousopen13

Foto: Ricardo Takahashi

Sem palavras para descrever o feito de Rogerinho nesta terça-feira no US Open. Uma virada épica, memorável, salvando sete match-poiints contra um top 40 que acabou de fazer semifinal no Masters de Montreal. Uma vitória para levantar o astral do tênis brasileiro que anda meio baixa. Um triunfo com a marca registrada do tenista que lutou contra uma lesão no pé que o atormentou desde o fim do ano passado e só conseguiu sanar o problema recentemente.

 

Rogerinho é um lutador por si só. Está ainda buscando se estabelecer financeiramente para montar um calendário adequado no circuito e poder contratar um técnico fixo e também se estabelecer com uma base fixa de treinos. Sem um grande patrocínio, apenas com apoio dos Correios e Babolat e ajudas pontuais de um empresário do setor imobiliário de Santa Catarina, a empresa Taroii, o brasileiro foi recebido no Itamirim Clube de Campo, em Itajaí (SC), por Marcos Daniel e na sequência em Santa Bárbara D´Oeste, para treinos com Leonardo Kirche.

 

Por essas e outras que Rogerinho se torna um tenista aguerrido em quadras e merece esse tipo de vitória e uma situação muito interessante para ele. Jogar numa das principais quadras do US Open, provavelmente a maior do mundo, o Arthur Ashe, contra o poderoso Rafael Nadal.

 

É bom que se lembe. É o terceiro ano que o paulista faz segunda rodada no US Open e pelo segundo ano seguido enfrentará uma fera e por curiosidade um número dois do mundo. Em 2012 encarou Novak Djokovic.

 

Suas chances de vencer Nadal na fase que o espanhol está são mínimas, mas se está lá para jogar, existe a possibilidade. Se acontecer o normal, Rogerinho terá saído com uma boa visibilidade, de jogar para TV, numa quadra importante e ter o aprendizado de enfrentar um monstro do tênis. É entrar em quadra, dar o melhor e desfrutar.

 

Copa Davis – João Zwetsch, capitão do Brasil da Copa Davis, disse, há duas semanas, esperar o quali do US Open para definir o número 2 de simples da equipe contra a Alemanha em setembro: “Vai que alguém passa o quali e faz algo importante, ganha umas rodadas ?”. Acho que agora ele não terá mais dúvidas de quem levar…



  • Jorge Ramos

    Fabrizio, vc acha que o Rogério pode “beliscar” algum ponto caso seja chamado para a davis?? Levando e consideração que ele ganhou do Pospil que é melhor rankiado que o Mayer provável segundo simplista da Alemanha e a quadra deve ser parecida com essa do Us Open. Um abraço

    • Fabrizio Gallas

      Jorge,

      Sinceramente ? Eu acha que não até a terça-feira. A vitória em um piso duro contra um top 40 que joga bem no piso duro dá uma possibilidade sim, Mayer e Kohlschreiber são ótimos jogadores, mas ganháveis.

  • João tinoco

    Rogerinho e um guerreiro merece estar na quadra central enfrentando nadal. Bem que ele poderia dar umas aulas de disciplina e determinação para o imprevisível bellucci. Abraços.

  • Cristiane

    É verdade. Ele vai entrar tranquilo e com vontade de pelo menos não fazer “feio”. Isso vai alavancar a sua carreira e, espero que ele aproveite muito esse momento.
    O tênis no Brasil não tem muita divulgação. Quando se tem torneios no jornal só se lê umas notinhas pequenas e quando se tem alguém muito bom ou resultado dos jogos.
    É o país do futebol, mas esquecem de que outras pessoas curtem e adoram tênis e gostariam que tivesse mais matéria sobre o mesmo, mas fazer o que se os jornalistas não acham isso.
    E amanhã tem Rogerinho X Nadal. Um jogaço imperdível !!!!

  • Maurício

    Estatisticamente, foi só mais um jogo de primeira rodada. Mas na verdade, foi a vitória de um herói. Rogerinho salvou “meio balde” de match-points e agora vai ter o privilégio de enfrentar Nadal.
    Uma lição de garra para certos tenistas que andam por aí – preciso dizer a quem estou me referindo?
    Tenho saudade do tempo em que o Guga estava no auge, mas tenho orgulho de ver a atitude mental do Rogerinho. Isto também engrandece o tênis, não basta ser tenista Top 10.
    Milos Raonic, por exemplo, é Top, mas o que lhe sobra em jogo, falta em caráter – pelo menos a se julgar pelo último incidente contra o Del Potro.
    Melhor um jogo perdido com dignidade do que um jogo ganho na base do “chá de malandril”.
    Raonic precisa é tomar o xarope “Semancol”.

  • O Rogerinho é jogador guerreiro que obteve um bela vitória sobre o canadense 40 do mundo..mas é fraco técnicamente e na minha opinião chegou ao seu auge..pouco pode acrescer se for convocado para a Davis..não temos muitas opções ..mas não precisamos de alguém que possa lutar mas sem chances reais de vencer..mas de alguém que tenha mais potencial e possa surpreender como o João Feijão que já venceu ou endureceu contra adversários mais respeitáveis que o Rogerinho…que por sinal foi “atropelado” pelo Nadal…embora tenha lutado muito.

  • mariliense

    Rogerinho: alguém anotou a chapa ?!!?

  • Paulo

    Rogerinho eh um bom jogar, tem muita garra, muita vontade de ganhar, mas nao bate com muita forca e tamben nao tem um back hand preciso, poren o mental eh excelente. Ja Bellucci tem seus altos e baixos, ganhou do Isner nos EUA e de la para ca nao fez mais nada, mental pessimo.
    chances o Brasil tem, mais em torno de 35% a 40% apenas, nao eh ser negativo gente e sim realista.
    Bellucci nao anda ganhando de um top desde a copa davis!

  • sandra

    Peço desculpas de antemão pelo comentário que vou fazer agora, pois não sou só eu que estou pensando assim são varias pessoas
    obs: O Nadal voltou com uma força tão grande que ninguém está acreditando na contusão
    pela qual ele passou, a grande maioria as pessoas acham que foi dopping.
    Você garantiria que não foi dopping?
    Grata
    Sandra

    • Mário Fagundes

      Pois é, Sandra! Nunca vi algo semelhante em nenhuma modalidade esportiva nesses quase 40 anos de paixão pelo esporte. Incrível o que esse espanhol vem fazendo nesta temporada. Após sete meses ausente de torneios, ele apresenta o melhor tênis da carreira. O mais incrível é que a recuperação total do joelho veio justamente com o início da temporada de quadras duras, quando ele afirmou não sentir mais dores e deixou de usar as bandagens no tal joelho. Não há mesmo provas contra ele. E nenhum jornalista responsável vai confirmar qualquer suspeita de dopping. A verdade vai aparecer algum dia. Por enquanto, temos de “aceitar” que Rafael Nadal obteve a mais espetacular recuperação de um atleta em todos os tempos.

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