Djokovic com caminho árduo em Nova York



Como já se sabe, ter ou não a chave mais forte indica que um tenista favorito vai ou não vai chegar. Em primeiro lugar, para se ter aquela série difícil, é preciso que os rivais confirmem e na sequência o tenista não tropece pelo caminho. Mas analisando, Djokovic teve digamos uma chave um pouco pior do que Nadal.

Vejo que o sérvio tem duas boas primeiras rodadas. Em tempos atrás, Rosol poderia até ser um rival temido, mas sua fama só se fez por vencer Nadal em Wimbledon. Porém na terceira rodada o sérvio já encara uma pedreira chamada Grigor Dimitrov, tenista que saca bem, joga firme no piso duro e já o derrotou. Sempre é um tenista perigoso.

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Para as quartas possíveis duelos contra Del Potro ou Haas. O argentino, apesar de dar uma amarelada na derrota em Cincinnati, vem em boa forma nos torneios americanos, já venceu em Nova York, em 2009, o venceu em Indian Wells e esteve perto de eliminar o sérvio em Wimbledon. Para a semi a reedição da final do ano passado com Andy Murray que de todos os top 4 tende a ter a chave menos difícil somente com Tomas Berdych para incomodá-lo nas quartas. Wawrinka não vem em boa fase.

No lado de Nadal, se fosse em outros tempos, Davydenko poderia ser uma ameaça para a terceria rodada, mas hoje longe disso. Nas oitavas John Isner seria o mais duro, um rival, como visto em Cincinnati, sempre complicado. Resta saber se o americano chega lá. Em Grand Slams ele costuma ter um desempenho abaixo do que nos torneios melhor de três sets.

Para as quartas o clássico contra Federer que pode ocorrer nesta fase pela primeira vez em Slams e pela primeira vez em Nova York. Apesar de ter o suíço como freguês, encarar Roger é sempre um desafio para Nadal principalmente quando o suíço está inspirado.

Na semi a expectativa por ranking seria Ferrer, mas o espanhol está com uma chave dura e vem em má fase. Pode enfrentar Thomaz Bellucci na segunda fase e Ernests Gulbis na terceira. O brasileiro pegou uma chave que dá para acabar com a série negativa. Roberto Agut é umbom jogador, não mais do que isso, e como já dito acima, Ferrer não está confiante e, sem pressão, a possibilidade seria interessante para Thomaz.

Briga pelo Nº 1 – Bom lembrar. Com a chave atual, a chave de Djokovic sair sem o número 1 de Novak York aumenta. Uma derrota para Murray numa eventual semi ou Del Potro nas quartas não é nenhum desastre. E é disso que Nadal precisa para arrebatar o topo. Claro que o espanhol tem que fazer seu papel e levantar o troféu. Se Djoko passar por estes desafios e disputar o caneco, ele sustenta a ponta.

No feminino o destaque da semana foi Maria Sharapova. Fez um marketing gratuito com a possibilidade de jogar o torneio com o sobrenome Sugarpova buscando vender seu peixe (na verdade sua linha de balas) e dias depois desistiu da competição com bursite no ombro direito. A imprensa americana aponta que os problemas crônicos que a levaram a uma cirurgia em 2008 teriam voltado e ela poderia ficar de fora por até três meses, o que representaria seu fim de temporada.

Salve algum problema de lesão, difícil uma final que seja Azarenka x Serena. A bielorussa ganhou muita confiança após a vitória sobre a americana em Cincinnati. Para a americana julgo Na Li como sua maior preocupação para uma eventual semi, maior até que Agnieszka Radwanska. No lado de Vika, para as quartas, Stosur ou Kvitova sempre precisam ser temidas. O problema é elas chegarem já que gostam de tropeçar pelo caminho.



  • diego

    Teoricamente a chave foi boa para o Roger. Se o leão da montanha chegar nas quartas juntamente com o touro espanhol, será um jogão. Acredito que o suíço levará a melhor, não sei o porquê, estou com um pressentimento muito bom. Go Federer!

  • fabrizio, vc não acha que esses adversários que são tidos como pedreiras para o djokovic vão pipocar por ser jogo de 5 sets? o físico desses caras é mto fraco perto do nole, nadal tem a mesma vantagem ao meu ver, tem vários jogos complicados, mas fora o federer em um dia mto inspirado nenhum deles aguentaria um jogo de 4 ou 5 sets, nadal só perde pra outro que não seja o federer se estiver em um dia bem abaixo do que vem jogando, murray tem sido mais consistente nos GS, só berdych mesmo pra aprontar,enfim torço mto pra vermos poucas zebras para podermos assistir mais alguns grandes duelos do top four! VAMOS RAFA!!

  • Mário Fagundes

    Fabrizio,
    Eu, particularmente, gostei da chave do Federer. Se ele confirmar até às quartas terá Nadal pela frente. Mais um “clássico” para a história do tênis. As chances são muito boas para o suíço. Basta imprimir o mesmo jogo confiante e tático de Cinci. Para isso, as primeiras rodadas deverão ser vencidas sem problemas para que seu físico chegue o melhor possível na partida contra Rafa. Simples, não? Não mesmo! Os adversários já não temem Federer como antes e Nadal está em ótima fase. Além disso, tenho dúvidas se Federer repetirá a estratégia do último jogo contra Nadal, melhor do ano disparado. Mas até quando Nadal vai manter o alto nível apresentado até aqui? O “touro” é o tenista com maior tempo dentro de quadra na temporada e isso pode fazer a diferença em partidas de 5 sets em quadras duras. Para quem afirma que Nadal é favorito absoluto, muito cuidado, pois ele não vem vencendo seus jogos com facilidade e, sim, nos detalhes. No último FeDal, o suíço recuperou a confiança e deu à torcida um fio de esperança por dias melhores. Quem sabe um novo milagre acontece como no ano passado? Quem sabe, em “um dia de Roger Federer”, ele ainda possa surpreender o mundo vencendo o incansável “maratonista” espanhol e assim diminuir um pouco a freguesia? E chegando à final, torna-se o favorito, pois quem estiver do outro lado terá enfrentado um caminho bem longo até a disputa do título. Vamos Federer! Eu acredito!

  • Altaisio Paim

    Não acredito que esses tenistas do bloco intermediário ganhe do Djokovic.( é um Grand Slam, cinco sets) O sérvio é “casca grossa” e muito forte mentalmente. Zebras acontecem, mas..O sorteio teoricamente foi bom pro Federer. Allez Roger!!!

  • Altaisio Paim

    Esse Us Open promete. Minha torcida é do Federer, é claro. Jogos difíceis, muita emoção, promessa de jogos maravilhosos.

  • Samuel

    Djokovic certamente chegará às semifinais, considerando o porte físico desengonçado de seus adversários anteriores a essa fase do torneio. Somente Andy Murray será páreo verdadeiro para o sérvio, com alguma vantagem psicológica para o britânico no atual momento.

    Do outro lado da chave, Federer parece ser favorito para chegar à final, pois, em um jogo de melhor de cinco sets no US Open, tende a levar vantagem sobre Nadal, seu principal adversário no caminho até à disputa ao título.

    Seria interessante assistir a um jogo final entre Murray e Federer.

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