Que Federer faça a rivalidade com Nadal renascer



Federer ganhou, conseguiu uma baita virada contra Tommy Haas, mostrou que está muito afim de persistir e conquistar algo importante no circuito e isso dá um alento aos fãs dele e do tênis de que esse tipo de vitória possa acrescentar em sua confiança.

Não podemos negar e fechar os olhos pra realidade. Haas deu uma contribuída com um game ruim no meio do segundo set. E no tênis é assim, se você domina o jogo e deixa o rival do outro lado crescer por seus erros, contra gigantes como Federer, Nadal, Djokovic e etc, o deslize pode ser fatal.

É visível, apesar da vitória, que Federer não tem a mesma velocidade de antes e segue buscando encurtar os pontos e subir à rede, ainda mais numa quadra tão veloz como a de Cincinnati. Com uma menor confiança, as bolas não entram e acontece o que aconteceu em um set e meio hoje. Com ela mais alta, os golpes, o saque entra e a figura muda.

Federer precisará e muito dessa tal de confiança se pensar em derrotar Nadal. O problema é que do outro lado da rede, o espanhol está com a moral super elevada e, como todos sabem por A + B, tem o número para derrotar o suíço. Rafa venceu seus 13 jogos no piso duro este ano e vem atuando com bom saque, firme devolução, revés longo e forehand demolidor.

Olhando por esse cenário, o favoritismo é todo para Nadal, mas todos sempre esperam que Roger possa dar o clique para seu melhor tênis e ao menos faça frente ao espanhol para fazer renascer a rivalidade que vem perdendo a graça nos últimos encontros.

Thomaz Bellucci – Mais um jogo seguido que escapa nos detalhes. A chamada confiança, acima citada, está longe de Bellucci e ele já soma seis derrotas seguidas. Seria legal que ele tentasse Winston-Salem que começa no final de semana. Ou com um convite pra chave ou para disputar o quali. Jogar na semana antes de um Grand Slam não é o ideal para quem pensa grande nos Majors, mas a fase de Bellucci é temerária e ele precisa de ritmo.

O que dizer de Marion Bartoli ? Foi lá, ganhou Wimbledon, com uma dose de sorte pela chave mais fácil, mas foi a campeã, e um mês depois anunciou a aposentadoria aos 28 anos alegando cansaço, dores e decisão tomada no mesmo dia após uma derrota.

Um modo peculiar de jogar com revés e forehand com duas mãos e quase sempre flexionando os joelhos para fazer o contato com a bola. Briga constante com a Federação Francesa por divergências entre seu pai e o comando técnico da Fed Cup.
Marion afirma que a decisão foi tomada e não volta atrás, mas como foi algo repentino, não ficaria surpreso se depois de alguns meses tivessemos um retorno.

Notícia boa só para a brasileira Teliana Pereira que agora está a uma desistência de jogar a chave principal de seu primeiro Grand Slam. O deadline para esta tão baixa acontecer é terça pela manhã. Caso não ocorra, seria mais um capítulo de falta de sorte da pernambucana que ficou como a primeira lucky-loser de Roland Garros e pela primeira vez em onze anos nenhuma das 128 tenistas da chave desistiu. Caso ocorra, será a primeira tenista nacional em 20 anos a jogar um Major.

Curtinhas:

Federer segue super ameaçado e caso não faça final em Cincinnati sairá do top 5 e se Del Potro fizer boa campanha será o sétimo do mundo. Isto pode acontecer já amanhã em caso de derrota sua e vitória do argentino.



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