Nadal dá a resposta e pode ser Nº 1 após o US Open. Bruno Soares brilhante



“Este talvez seja o primeiro ano onde Nadal tem um melhor recorde no piso duro que no saibro”. Palavras de Milos Raonic na cerimônia após a final de Montreal.

Ele não deixa de estar errado. Nadal venceu TODOS os jogos no piso duro. Disputou apenas dois, Indian Wells e Montreal, onze partidas. Mas todo Masters é difícil e Nadal ganhou de Roger Federer, Tomas Berdych, Juan Del Potro, Raonic e do todo poderoso Novak Djokovic.

Rafa dá mais uma resposta para quem duvidava que ele não faria nada no segundo semestre após a queda preococe em Wimbledon. De cara, no primeiro torneio, conquista o título e derrota Djokovic na semifinal, adversário pelo qual havia perdido as últimas três no piso duro (com recorde contra de 11 a 6). E com todos os méritos, jogando um tênis agressivo, com bolas fundas, esquerda confiante e o saque bem acertado.

Cincinnati costumeiramente não é um torneio muito bom para Rafa. Além de chegar mais cansado, a competição tem um piso mais rápido que não favorece seu jogo. A chave por lá está bem dura para ele com Federer nas quartas e Murray na semi. Mesmo assim, Nadal ganha força e confiança para uma boa campanha e surge, ao lado de Djokovic e Murray, com ótimas possibilidades para levar o US Open.

E como disse no meio da semana. Nadal se mostra ainda melhor posicionado para ser o número 1 do mundo ao fim do ano. Não defende pontos, irá ao 3º lugar com 7800 e venceu um jogo capital tirando 640 pontos de Novak Djokovic.

Na prática ele reduzirá em 1640 a desvantagem pro sérvio e pode assumir a ponta até depois do US Open caso vença Cincinnati e o Grand Slam de Nova York e o sérvio faça no máximo quartas e semis nas competições (em qualquer ordem). Difícil imaginar estas hipóteses, mas o sérvio está bem pressionado e o espanhol numa ótima posição para roubar a liderança até o fim do ATP Finals.

Mais interessante é o retrospecto de Nadal contra seus maiores rivais. Contra Federer 20-10, contra Djokovic 21-15 e Murray 13-5.

Bruno Soares brilhante. 1º título de Masters 1000 para Bruno Soares. Muito merecido. Derrubou Andy Murray na grande final e ganhou de duplas de qualidade na semana. Um título que resume a temporada sensacional da dupla com Alexander Peya e conquista que só aumenta confiança para o que está faltando no currículo, um Grand Slam e a sonhada vitória contra os irmãos Bryan.

De quebra, Bruno será o número 4 do mundo no ranking individual (Peya o 3º) e garante vaga no ATP World Finals. A ATP ainda não me confirmou a vaga e talvez demore um pouco para tal, mas nos últimos anos, desde que se dobrou o número de pontos do ranking, NENHUMA dupla abaixo dos 4300 pontos ficou de fora do Finals. Bruninho e Peya terão 4805.

Parabéns Bruno. Você merece e muito!



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