Teliana no top 100. Sensacional. Mas, para ela, ainda não é o suficiente



16 de abril de 1990. Última vez que o Brasil tinha uma tenista no top 100 e nesta segunda-feira finalmente voltamos a brindar nosso tênis feminino com Teliana Pereira na 100ª colocada, um feito a ser comemorado assim como a subida de tenistas como Beatriz Haddad Maia, Laura Pigossi e Paula Gonçalves, todas com o melhor ranking ou bem próximo disso.

Mas por que que faz tanto tempo ? Em primeiro lugar há uma maior dificuldade do brasileiro, em especialmente nossas garotas, em ganhar o mundo sozinhas, sem o colo e o carinho da família, sem sentir saudades. Como disse meu amigo Sylvio Bastos em um post pertinente na semana passada, os pais tendem a ser mais protetores às meninas e isso faz mal para ter uma carreira de sucesso.

Em segundo lugar. Ao contrário do masculino onde a maioria dos challengers (torneios importantes para alavancar o ranking de quem está entre os 200 até os 400 do mundo) ajudam com hospedagem, no feminino é raro um evento dar a hospitalidade, o que aumenta o custo de muitas em sair mundo afora.

O investimento no tênis nacional nos últimos vem crescendo, é verdade, com o apoio de alguns patrocinadores, mas ainda não consegue engatar uma união com tenistas/treinadores. Os patrocinadores pouco trabalharam na formação de Teliana e tampouco a abraçaram quando, por lesões, praticamente recomeçava a carreira em 2010. Só passaram a apoiar quando a tenista começou a subir pelos próprios esforços e apoio de familiares e alguns escassos apoiadores.

Teliana chegou onde chegou praticamente sozinha, bateu de frente com a CBT criando um mal entendido com a entidade que a tirou do já extinto Projeto Olímpico e depois refez uma parceria no segundo semestre do ano passado com patrocínio. De fato ajudou bastante a dar tranquilidade nas viagens para arriscar torneios maiores em seu calendário e seguir em crescimento.

Pelo que conheço de Teliana, o top 100 é um grande acontecimento, mas não basta. Ela quer mais. Ela vem de família pobre,filha de pais bóias-frias, que subiram na vida se mudando de Pernambuco para o Paraná. Tem em casa o exemplo e em si a gana para traçar metas, buscá-las e alcançá-las.

Que venha o top 90, top 80 e assim por diante e que inspire nossas meninas que também vivem um bom momento e na batalha do concorrido tênis.

Curtinhas:

Vamos lembrar. Temos um promotor, Otávio Della,  que é um dos responsáveis pelo crescimento de nossas tenistas. Para o tênis feminino basicamente ele é que realiza os torneios no país. A série de challengers e futures por todo julho e início de agosto ajuda e muito às meninas.



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