Não é hora de parar e tratar ?



Ninguém escapa no circuito do tênis. Aquele tenista que era tido como imbatível, inalcançável e que pouco tinha seu físico afetado pela forma de jogar, cada vez mais dá mostras do quão duro é o calendário.

Roger Federer já fez mais de 1 mil jogos e, aos quase 32 anos,  seu corpo dá mostras de não ser o mesmo.  Seus problemas nas costas, que não são novidade, ficaram mais latentes. Nesta quinta-feira, em declarações após a derrota em Gstaad, o suíço descreveu como algo “grave” e colocou em dúvida sua participação no Masters de Montreal.

Por que não parou antes então ? Por que jogou os torneios de Hamburgo e Gstaad ? Algumas questões a se levantar. A primeira, a da nova raquete, de maior tamanho que gera maior potência. A segunda para retomar a confiança perdida após a queda em Wimbledon. E a terceira, a grana que recebeu para jogar tais competições, o cachê que todo top dispõe nas competições menores.

Pelo visto o tiro saiu pela culatra e mesmo que jogue Montreal e Cincinnati, a tendência é que se tenha um Federer meia-boca, com um serviço frágil, movimentação deficiente e jogo impreciso. E aí no US Open já sabe, atingir as finais seria um lucro.

A solução então ? Se o problema for grave como relatou Federer, é melhor parar e sofrer uma eventual queda no ranking em caso de ausência do US Open. O recorde de Grand Slams seguidos, que poderá ser ultrapassado no ano que vem no Australian Open, não é número que valha sacrifício que pode ser pior para sua carreira.

É bom que se lembre. Na minha concepção a temporada começou errada para Federer.  Foi lindo jogar na América do Sul, conhecer lugares novos, fazer a alegria dos torcedores do Brasil, da Argentina e Colômbia. Foi uma jornada longa não só com jogos, mas múltiplos eventos paralelos que podem sim ter prejudicado seu descanso e preparação para 2013. Para compensar, Federer calculou que pular Miami e Monte Carlo daria certo, mas não foi o que se viu. E agora paga o preço.

É mais ou menos o que aconteceu com Bellucci. Se colocou para disputar o Challenger Finals e as exibições com o suíço no fim de novembro e início de dezembro em uma época onde descansava e sentia dores no ombro. Não se preparou da forma adequada, logo começou mal a temporada com quatro meses ruins e, para seu azar, quando dava indícios de evolução, sofreu ainda outra lesão, no abdômen.

Mas é preciso que se entenda. Alguém que já ganhou tudo, 17 Slams, tem filhas, mulher e a carreira toda feita no esporte uma hora ou outra diminuiria aquela fome, buscaria novos horizontes, torneios novos, lugares diferentes. Isso não quer dizer que ele está se aposentando agora, apenas está reconhecendo que seu prazo de validade está por vencer.

Mesmo assim é hora de Federer se cuidar para suas vacas não irem de vez pro brejo. Uma lesão crônica + derrotas = ranking ruim, menor motivação, aposentadoria precoce. Roger ainda é novo.

Curtinhas:

Bellucci perdeu para Delbonis em Gstaad e passaremos mais uma semana sem nenhum homem no top 100. Existe uma chance de Teliana Pereira ser a 100ª do ranking, mas ainda aguardamos desempenho de outras tenistas.

Bellucci tem uma boa chance agora em Kitzbuhel para vencer jogos, readiquirir confiança e o ranking. Caso não consiga, teria que jogar o quali dos torneios na Ásia após o US Open.

Saiu o edital para a construção do Centro de Tênis Olímpico na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro que deve ficar pronto até 2015. Ainda estou tentando contato com o presidente da CBT para saber mais detalhes.



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