A maldição de Federer continua…



Durante meu período de férias só pude acompanhar a partida quartas de final de Hamburgo de Roger Federer. Não vi seus outros três jogos na semana e por isso não vou emitir uma opinião. Seria também precipitado também recriminar a efetividade da mudança para uma raquete maior já que foi apenas o primeiro torneio com a mesma.

O que posso destacar é que Roger deu o primeiro passo buscando uma alternativa para seu momento que é o pior da última década. Uma boa resposta para quem apostava que o suíço estaria batendo na porta da aposentadoria.

Estatística interessante da temporada. Federer jogou dez torneios no ano, venceu um e perdeu nove partidas. O último tenista que não se chama Rafael Nadal que avançou pelo menos um jogo após vencer o suíço foi o francês Julien Benneteau no torneio de Roterdã, Holanda, em meados de fevereiro. Cinco tenistas que o bateram, ficaram logo na fase seguinte. São eles Tomas Berdych (Dubai), Kei Nishikori (Madri), Jo Tsonga (Roland Garros), Sergyi Stakhovsky (Wimbledon) e Federico Delbonis (Hamburgo). Se contarmos antes de Roterdã, Andy Murray, que o bateu na Austrália, foi derrotado na final.

Se levarmos a estatística mais adiante, nos Grand Slams, o último que o venceu e se deu bem foi Rafael Nadal na final de Roland Garros de 2011. Mesmo assim é a partida final, não teria como não se dar correto ? Levando isso em consideração, o último então seria Novak Djokovic no Australian Open que o derrotou na semi e faturou o caneco a seguir. Depois do US Open 2011 foram seis Slams disputados, seis derrotas e NENHUM ALGOZ com sucesso adiante nas competições. A lista é Rafael Nadal (Australian Open 2012), Novak Djokovic (RG 2012), Tomas Berdych (US Open 2012), Murray (Aus Open 2013), Jo Tsonga (RG 2013) e Stakhovsky (Wimbledon 2013).

O torneio de Gstaad está aí, com altitude, que favorece o saque e com chave um pouco menos difícil do que em Hamburgo. Uma boa chance para mudar a má fase. Caso ela continue, o eventual algoz do suíço precisa abrir o olho.



  • Altaisio Paim

    Fabrízio, eu particularmente acredito ainda no Federer. Alguns jogos estão sendo perdidos nos detalhes. Federer está sendo irregular nos pontos cruciais. Vide os tie breaks de Wimbledon e Hamburgo. A genialidade do suíco ainda existe. É clara. E se o Federer trocasse de treinadores? O que vc acha, Fabrízio? Abraços.

  • Felipe

    Olha, é preciso reconhecer que Federer está em má fase. Talvez seja um pouco da idade, aliada a falta de confiança. Mas numa boa, esta estatística negativa do Federer em relação ao tenistas que o bateram que você apresentou aí não quer dizer nada, na minha opinião. Concorda que esta má fase tem muito mais haver com o próprio Federer do que os caras que tem derrotado o suíço? Para mim não são os outros que tem achado uma mina no jogo dele, e sim ele é que tem estado muito abaixo do que sempre foi. “”Ahh, todo mundo agora que explora bem a esquerda dele tem vantagem….””” Mas não faziam isso antes e quase ninguém o batia porque ele sempre se segurou bem com a esquerda? Tenistas como Federer, Nadal, Sampras e cia são monstros, capazes de desconstruir qualquer estatística negativa. Do mesmo modo que estão em baixa e perdem para tenistas fora do top 100, são capazes de ganhar Grand Slam se se encontrarem em quadra. Mas é só minha opinião mesmo. Com estes monstros a estatística não serve tanto, mas sim a condição física, mental e o nível de confiança destes caras.

  • Deiner

    Há um equívoco.
    Djoko derrotou Federer na semi do US OPEN 2011 e na final venceu o Nadal.

    • Fabrizio Gallas

      Ok, corrigido já desculpe o engano

  • Gustavo M.

    Fabrizio, o Djokovic tirou o Federer, inclusive, salvando 2 MPs no saque do suíço, no US Open 11 e depois foi campeão em cima do Nadal. Vc tem toda razão na sua análise, mas teve esse errinho.
    Valeu!
    Abs

    • Fabrizio Gallas

      Ok, corrigido já desculpe o engano

  • Mário Fagundes

    Ao longo de 10 anos, as quadras ficaram mais lentas, as bolas mudaram, duas gerações de tenistas chegaram, os adversários ficaram mais fortes fisicamente e os outros três “cachorrões” chegaram aos seus auges. E Federer veio descendo a escada. Apesar disso, sempre encontrou uma forma de se adaptar a todas essas mudanças. Hoje, chegando aos 32 anos, ainda que a recorrente dores nas costas o incomode, exibe grande forma física. A genialidade, aqui e ali, aparece em algumas jogadas. A potência e precisão dos golpes já não são mais as mesmas, mas a vontade de compensar essas visíveis deficiências é notória, haja vista que as mudanças de raquete e calendário (inclusive 2014, com início em Brisbane) só comprovam o quanto ele segue motivado e confiante em novas conquistas. Sobre o tema do Blog, concordo com a análise, considerando que apenas Nole e Nadal venceram os jogos seguintes após baterem o suíço. Excluindo esses dois monstros do tênis, a estatística só comprova o quanto Federer vende caro suas derrotas, a ponto de detonar o físico e o mental de seus adversários, que não conseguem ir adiante nos torneios após vencerem o suíço. Sempre alguém vem aqui ou em outro blog afirmar que “o esporte é maior que Federer”. Esta afirmativa até pode ser verdadeira. Entretanto alguns gênios deixaram seus feitos e o esporte nunca mais foi o mesmo. Basta lembrar o que representam Pelé, Mohamed Ali, Michael Jordan e Ayrton Senna para suas respectivas modalidades. O tênis continuará, sem dúvida! Um novo ídolo vai surgir. Quem sabe o Dimitrov (eterno Baby Federer) não decola de vez? Por enquanto, torço para que o “velho” Federer possa reencontrar seu melhor jogo, reiniciar uma longa série de vitórias e, assim, vencer o último GS do ano. Em 2011, todos o davam como acabado, pois não havia conquistado sequer um slam, mas depois veio 2012… Vida longa a Federer!

  • sandraarbex

    Fabrizio,
    Será que não estão cobrando muito do Federer? Um dia acaba, pode não ser agora. Ele já bateu todos os recordes os que queria e também os que não queria, venceu tudo que pode e também o que não pode. Será que não é a hora da sorte virar para outros tenistas? quem eu não sei, se soubesse jogaria na sena
    sandra

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