Murray, o novo HERÓI. Melo e Soares GIGANTES



Durante muito tempo, décadas e décadas, sobretudo nas últimos, os tenistas britânicos foram martelados pela imprensa local a cada torneio de Wimbledon sem sucesso, sem finais, sem títulos. Com a modernidade e o incremento da imprensa a pressão sobre os locais só ampliou e quem sofreu muito foi Tim Henman, sempre amarelando nas suas quatro semifinais consecutivas, e posteriormente Andy Murray.

Mas o talento, o trabalho duro, o acerto na contratação do experiente Ivan Lendl e o destino deram conta do recado para, na oitava tentativa, o jejum terminasse e um novo herói britânico surgisse.

Murray não ganhou Wimbledon por acaso. O título vem sendo construído nos últimos anos. As várias derrotas tanto em casa quanto em outros Majors vinham fazendo o escocês mudar, buscar soluções e criar uma maturidade a qual se cobrava muito. A experiência veio, o título Olímpico e do US Open deram força e sabedoria, pular Roland Garros priorizando o Grand Slam inglês evitou um desgaste físico e lesões. O destino contribuiu. Tirou Federer e Nadal do caminho. Mas tampouco minimizou o feito. Nem deveria. Afinal ele não tem controle sobre o tropeço dos outros. Mas virar um dois sets abaixo contra Verdasco, outro jogo duro contra o perigoso Janowicz e bater Novak Djokovic, o número 1 do mundo, na final só engrandeceram o feito do escocês.

Na final, Andy jogou tudo e mais um pouco. Foi firme em 90% dos pontos, 100% dos importantes. Quando tinha um apagão e via Djokovic abrir uma vantagem, logo focava no seu objetivo. Quando o jogo parecia escapar em um último game de 40/0, a força interior ajudada pela torcida voltava.

Murray foi muito bravo. Fechou o punho. Conquistou Wimbledon e acabou com o carma. Virou herói. Entrou para a história e cada vez mais ganha corpo para o próximo objetivo: ser o número 1 do mundo.

Melo e Soares GIGANTES – As letras ao lado vem em caixa alta. Pois eles merecem e muito. Levam hoje o tênis nacional a ganhar espaço na TV Aberta em jornais que raramente dão espaço a este esporte. Uma pena que isso aconteça com tão pouca frequência.

A dupla não é muito divulgada, basicamente em torneios Masters e ATPs as transmissões são cortadas e os jogos passam em sua maioria somente nos Grand Slams, em quadras com câmera, algo que não ocorre em todos os jogos. As premiações são menores, logo as dificuldades dos tenistas que focam nela é maior do que muitos tenistas de simples. E isso só faz o caminho ser mais árduo e também o respeito por eles maior.

Apesar de não terem sido campeões, Bruninho Soares, vice nas mistas, e Marcelo Melo, vice nas duplas, foram gigantes em Wimbledon e cada vez mais ganham espaço. O primeiro permanecerá no top 10 de individual e como Nº 2 do ano com Alexader Peya. O segundo será top 15 e ficará em 7º no ranking da temporada. Ou seja, temos chances de DUAS duplas com brasileiros no ATP Finals de Londres em novembro, um torneio seleto, para muito poucos. Parabéns Bruninho e Marcelo!

 Curtinhas:

Murray e djokovic jogaram pela 19ª vez. O sérvio lidera por 11 a 8. A se notar. É a 3ª final de Slam entre os dois nos últimos quatro Majors. Andy ganhou o US Open e o sérvio o Australian Open. Murray jogou as últimas quatro finais de Majors que disputou. Em Roland Garros não esteve presente. Se mantiver essa regularidade conquistando títulos e indo bem no saibro, em breve será o Nº 1.

Na grama, Murray alcançou a 18ª vitória seguida. Foi campeão Olímpico, de Queen´s e agora Wimbledon. E ainda jogou a final em Londres em 2012. Ou seja, são 24 vitórias nas últimas 25 partidas.



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