No físico e saque. A final esperada



Foram mais de 20 aces e uma precisão que nem sempre se vê no serviço de Novak Djokovic e a já costumeira boa parte física dois pontos diferenciais para a vitória em jogo épico contra Juan Martin Del Potro. A partida que estava faltando na competição que viu muitas zebras e jogos animados em seu início muito mais por eliminações de grandes figuras do que por qualidade e drama.

É sabido que o argentino não tem um físico da estirpe de Djokovic e Nadal e esse é um dos motivos pelo qual ainda não se firmou como um tenista top 5 (sim, ele já ganhou um US ppen em 2009 e no ano seguinte passou um período curto no top 4). Uma pena que isso ocorra, mas sempre enche os olhos quando vemos uma luta como a apresentada pelo sul-americano nesta sexta-feira. Várias situações abaixo com break contra ou aquele 6 a 4 no tie-break e o argentino seguia marretando a direita com bolas incríveis. No final, a afobação associada ao cansaço extremo pesou , assim como os bons saques de Novak e a sensacional parte mental.

Delpo está a cada torneio merecendo outra conquista de Grand Slam. Há poucos anos ele era um jogador mediano na grama e hoje se torna um pretendente ao título. Um dia a sorte vai virar prolado dele e certamente outra conquista virá.

Assim como foi seu aliado hoje, o serviço é muito importante para Djokovic no domingo na digamos “final esperada” – depois de tudo que aconteceu. Como já foi provado anteriormente, dificilmente o cansaço provocado hoje irá influenciar contra Andy Murray. Mas dentro de dois dias, pelo equilíbrio que costuma ser este duelo, temos a grande chance de um confronto com igual ou até maior drama do que o deste sábado.

Novamente Murray não começou bem e Janowicz pecou pela falta de experiência ao não confirmar a vantagem no 3º set. Não pode dar essa margem a Djokovic, caso contrário terá uma chance enorme de deixar a Grã-Bretanha na fila por mais uma temporada – não ganhan Wimbledon desde 1936 com Fred Perry.

Não vou arriscar um favorito. Você, caro leitor, tem algum palpite ?

Brasil nas duplas – Sensacional Marcelo Melo e Bruno Soares com feito histórico alcançando duas decisões em Wimbledon. Melo tirou a dupla cabeça 7 e 4 com os fortíssimos Paes/Stepanek. Agora neste sábado o grande desafio com os irmãos Bryan com mais de 20 vitórias seguidas e oito canecos no ano. Será uma dura batalha, mas vamos torcer. Melo tenta ser o 1º campeão de duplas do masculino e o 6º brazuca campeão de um Slam. E no domingo é a vez de Bruno Soares e a americana Lisa Raymond na final de mistas. Bruninho tentando seu segundo Major. Incrível os duplistas brasileiros cada vez mais nos dão orgulho.

Curtinhas:

Temos duas brazucas buscando finais em challengers na semana. Em Denain, na França, Teliana Pereira. Ela vem de oito vitórias seguidas e se for a campeã garante vaga no US Open quebrando uma série de 20 anos sem brasileiras em Majors.

Em Rio Preto (SP), Laura Pigossi salvou match-point e alcançou a semi de seu primeiro challenger. A jovem de 18 anos vai ter um ótimo upgrade de ranking (é a atual 518) e é mais uma ótima promessa brasileira a despontar.



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