A raça de Murray e Delpo



Apesar de ser criticado e ter seu nome transformado em sinônimo de amarelar, Fernando Verdasco já esteve entre os sete melhores do mundo, possui ótimos resultados e muito talento. Sendo assim não seria vergonha Andy Murray perder para ele. Apenas uma decepção pelo favoritismo incrementado pela chave mais aberta do que se imaginava.

Murray jogou mal. Isso é inegável. Mesmo que Verdasco estivesse firme, mostrou nervosismo com escolhas erradas e erros bobos. Mas conseguiu se reerguer, lutando por cada bola e não deixando a peteca cair. Mostrou gana para vencer longe de estar em seu melhor nível. É um alerta, um sinal amarelo ? Não acredito. Vencer dessa forma para um tenista que já tem experiência como ele só tende a aumentar a confiança para as rodadas finais. Ponto muito positivo para o britânico que pega Jerzy Janowicz, o vencedor do quadrante que tinha Federer e Nadal em Wimbledon e 1º polonês nas semis de um Grand Slam no masculino. Um duelo muito perigoso. Jerzy marcou 30 aces hoje e salvou todos os seis breaks do rival. Ter um sacador, confiante e sem nada a perder na semi não tende a ser nada agradável para Murray.

Djokovic segue como um grande paredão em Wimbledon. Quanto mais forte e angulado se bate, maia a bola volta. Ele foi testado hoje, mas Berdych não soube controlar a ansiedade nos momentos decisivos e por isso foi derrotado em sets diretos. Você tem 5 a 4 em um tie-break, erra três bolas, abre 3/0 com duas quebras no segundo e perde o set com dupla-falta isso atesta a fragilidade mental do tcheco. Ele não construiu as boas chances com Djokovic jogando mal e sim por seus méritos, mas falhou e pagou perdendo por 3 a 0. Bom para Nole que escapa ileso.

Djokovic e Juan Del Potro disputam uma das semis. Os dois não perderam sets na competição. Louvável Del Potro. O argentino machucou novamente o joelho esquerdo em novo tombo. Chorou e cogitou se retirar da partida após consulta com o médico que o aconselhou a testar o local nos games seguintes. Como disse em outros posts, o coração do argentino é enorme e seu tênis na base da força com o saque minimizam efeitos para um jogo na correria. E hoje ele mostrou muita confiança e conseguiu não só vencer Ferrer como batê-lo em sets diretos jogando muito tênis. Quanto maior o problema, mais Del Potro se supera.

O problema é que agora Del potro precisa estar melhor do que nunca para encarar Djokovic que devolve bolas mais firmes e difíceis que o espanhol na grama e é um tenista mais confiante e convicto. Logo por esse cenário vejo um bom favoritismo para Nole, algo como um 70-30 em percentagem. Mas nunca duvido do que o argentino possa produzir.

Minha final é Murray x Djokovic.

Brasileiro na semi

Marcelo Melo na semi de duplas ao lado do croata Ivan Dodig. Um excelente resultado para Melo que vinha em uma temporada irregular até com duas primeiras rodadas na grama com o mesmo parceiro. Ele repete as semis de 2007 onde jogou com André Sá e tentar,a nesta quinta, vaga na final contra a dupla campeã do Australian Open do ano passado, Stepanek/Paes, cabeças de chave 4. Jogo duríssimo, mas que dá pra ganhar.

Curtinhas:

Semis do feminino basicamente só de zebras. Flipkens x Bartoli uma incógnita. Esperava pela vitória de Kvitova nas quartas. No outro jogo, que promete ter bom nível técnico, Radwanska x Lisicki. A alemã vem muito confiante, é agressiva e tem bom saque, mas Radwanska defende muito bem e contra-ataca com firmeza. A germânica precisará ter bastante consistência.



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