As bruxas de Londres. Federer preocupa



Somente nesta quarta-feira foram sete baixas, o recorde na Era Aberta (desde 1968) dos Grand Slams em um mesmo dia, somando os outros dias são dez. A grama é a mesma, não foi cortada de forma diferente ou feito algo diferente. Pelo menos é isso que diz a organização. E o tempo de preparação dos tenistas para tal torneio é o mesmo com as mesmas competições. Então qual a explicação para tantas desistências e zebras ?

Dadas as explicações da organização eu diria que é obra do acaso, do passeio da zebra, das bruxas, ou qualquer coisa do tipo.

Não bastasse a eliminação de Rafael Nadal na segunda-feira, hoje foram embora de uma vez Maria Sharapova, Victoria Azarenka, Jo-Wilfried Tsonga e Roger Federer. Um dia totalmente atípico onde só o queridinho local, Andy Murray, escapou ileso.

Sobre a queda de Roger Federer, a primeira em nove anos antes das quartas de um Grand Slam – último a vencê-lo antes foi Gustavo Kuerten em 2004 Roland Garros na 3ª rodada – repito o que venho dizendo desde o início do ano. Federer está mais lento, com menos reflexos e passou a ser um top 10 normal no circuito. Todos esses aspectos levam os rivais a cresceram o olho e perderam o respeito por ele.

Sinceramente, depois de Halle, acreditava que a confiança crescesse, mas não foi o que aconteceu, Federer não conseguiu impôr seu jogo nos momentos importantes e perdeu os três sets nos detalhes, criando poucas oportunidades nos games de devolução. Infelizmente, para Federer e seus fãs, a confiança está em baixa e o físico também. E isso me preocupa. Um Federer cada vez mais vencível, com tudo o que conquistou, pode mexer com sua motivação. Espero que trabalhe ainda mais forte para mudar isso. O ano do suíço é abaixo da expectativa para o seu nível.

Curtinhas:

Federer sairá do top 4 pela primeira vez desde junho de 2003, ou seja, uma década no grupo. Será Nº 5 podendo até seis o sexto colocado caso Tomas Berdych fature o torneio. David Ferrer se assegura como o número 3 do mundo.

A chave de Djokovic, que era tida como a mais fácil, agora fica a mais difícil do torneio.

Maria Sharapova perdeu o duelo da gritaria contra Michelle Lrcher de Brito. Temos uma inversão de papéis aí. Poucos anos atrás Maria tinha o torneio como o que mais gostava e Roland Garros o com mais dificuldades. E hoje em dia ela fez duas finais em Paris e não passou das oitavas em Londres na mesma época. A russa agrupou seu estilo para ir bem no saibro, buscando consistência mas ao mesmo tempo não buscou torneios preparatórios para a grama e esta pode ser uma das explicações.

A chave feminina fica abertinha para Serena Williams. No masculino Aachave de Djokovic, que era tida como a mais fácil, agora fica a mais difícil do torneio .Mas é bom que ambos e o sr. Murray – que é o único top 10 na parte debaixo da chave – tomem cuidado. A pressão é maior e o fantasma está percorrendo o All England Club.



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