O incansável Nadal



O tão nebuloso retorno de Rafael Nadal iniciado em Viña del Mar em fevereiro, incrementado pelo título com atuações ruins em São Paulo, davam indícios de que a caminhada seria árdua e as dúvidas cada vez maiores se veríamos aquele Rafael Nadal novamente em ação.

Passados quatro meses, a conclusão é que Nadal não só retornou bem, mas como melhor do que estava antes, jogando mais agressivo, consistente e resistente. São 45 partidas, 43 vitórias, sete títulos em nove torneios disputados, três conquistas de Masters 1000 e agora o Crème de la crème com a conquista de Roland Garros derrotando Novak Djokovic numa semifinal épica e confirmando o troféu com um nível igual fantástico na decisão.

Cada vez mais o feito de Robin Soderling em 2009 se torna mais eterno – o único a bater o Touro no saibro de Paris em 60 partidas. Nadal agora é o recordista agora não só de títulos, mas também de vitórias em Roland Garros. Incontestável e incansável. O único tenista a vencer OITO vezes o mesmo Grand Slam e o único capaz de se motivar a ganhar mais duas, três, até quatro vezes no saibro parisiense.

E que Pete Sampras e Roger Federer se cuidem. Agora com 12 Majors, restam dois para igualar o americano e cinco para Federer. Só jogando em Paris, Nadal passará Pete, mas pelo ímpeto competitivo que possui e desejo de vencer mais e mais, fará de tudo para estar competitivo e poder erguer outros Slams em outros pisos. E não vejo isso como inalcançável – em Indian Wells mostrou estar bem no piso rápido. A dificuldade porém será maior por conta do sempre duvidoso joelho, mas não tenho dúvida que o espanhol seguirá motivado e escolhendo os torneios a dedo para poupar o físico.

O Touro parece não ter limites.

Curtinhas:

Nadal já começou a olhar pra frente, desistiu do ATP de Halle, Alemanha. Este Roland Garros foi bem desgastante e Wimbledon agora bate na porta assim como a fome de Nadal. Ele NÃO quer parar de ganhar e por isso busca chegar bem no Slam da grama.

Ferrer fez uma ótima participação na final, mas perdeu basicamente todos os games duros do jogo e por isso o placar dilatado. A final foi um prêmio para o guerreiro espanhol que a cada dia segue evoluindo.

E na final feminina, Sharapova jogou como nunca e perdeu como sempre para Serena Williams. Uma pena para ela. Mas precisamos louvar a americana que leva o circuito a outro patamar com o que vem jogando. Não tem pra ninguém.



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