Djokovic está preparado para seu maior desafio ? E Nadal ?



A pergunta que deixo logo na abertura deste post é: está Novak Djokovic preparado para vencer o maior desafio de sua vida ?

Eu respondo que “sim”. Nole tem todas as armas para bater Rafael Nadal no local onde ele quase imbatível, Roland Garros. Agora vencer o espanhol vai depender muito da manutenção da disciplina tática e intensidade do sérvio, algo que ele já demonstrou em outras partidas contra Nadal, inclusive recentemente no torneio de Monte Carlo com condições parecidas com as de Paris (tipo de quadra e a ausência da altitude).

A única, porém importante diferença que ainda não foi quebrada é a manutenção de tal equílibrio mental, técnico e físico por um jogo melhor de cinco sets, algo que faz Nadal ter sido alcançado apenas por Robin Soderling em nove participações na competição (contando com esta). No piso de grama e no rápido Djokovic mostrou que é capaz mostrando resistência acima do espanhol e por isso me leva a responder o “sim” no questionamento deste post.

Estar preparado não quer dizer que ele vá ganhar. Djokovic x Nadal já é o clássico mais disputado do tênis atual, só não é ainda o mais conhecido pois Federer x Nadal possui uma história mais rica em finais dos principais eventos e jogos incríveis. E como todo clássico, um ponto ou outro, seja até mesmo no primeiro set, pode definir o vencedor.

Neste Roland Garros não vejo nenhum dos dois com vantagem tanto física quanto técnica. Nadal começou o torneio mal, ansioso, sem confiança, mas fez duas ótimas exibições e hoje jogou firme dos dois lados, agressivo e preciso também em seu revés. Djokovic teve sim atuações mais regulares e assim como Nadal empolgou em poucas delas.

Para Djokovic a maior dificuldade será tentar quitar essa pressão de nunca ter vencido Roland Garros. Mesmo que ainda uma semifinal, ele sabe que a vitória deixa o troféu bastante encaminhado. Por outro lado, para Nadal, só resta um desafio nesse seu retorno triunfal às quadras após a lesão no joelho: derrotar o sérvio. Quer queira, quer não, essa pressão também ronda sua cabeça, afinal Djokovic é a maior pedra no sapato de Rafa.

Quem é seu favorito ? Será que Djokovic leva dessa vez ou Nadal segue dominando em Paris ? Dê o seu palpite!

Federer teve uma ótima chance no primeiro set contra Tsonga, vacilou e deixou o Mohammed Ali francês crescer. Acabou pagando pelos erros e dessa vez não conseguiu virar. Novamente aquela pressa excessiva que havia alertado pesou e Roger chegará com a confiança bem abalada para defender seu título em Wimbledon, de alguém que ainda não ganhou torneios no ano e só fez uma final, sem vitórias tão expressivas.

Sobre a outra semi, difícil dizer quem merece mais a vaga na decisão. A torcida francesa carece de um finalista desde Henri Leconte em 1988 e sempre dá espetáculo e ver um Tsonga ir muito bem no piso lento é algo surpreendente para seu tipo de jogo, feito para os pisos velozes. Por outro lado, David Ferrer é um baita lutador, aquele operário do tênis, que sempre bate na trave pois há algum top 4 pela frente e que só não conquistou nada maior ainda por conta deles. Confesso que às vezes sinto pena do espanhol por isso, muitas vezes ele perde esses jogos por muito respeito.

Agora ele não tem um desses e na teoria jogará mais solto. Se controlar seu mental e abstrair que pode alcançar uma final de um Slam, suas chances são ótimas pois conhece mais do piso que Tsonga. Caso contrário, abrirá as portas para a festa francesa na Chatrier.

Kuznetsova era a tenista com mais qualidade da chave para dar um calor em Serena Williams e por coisa de um ou dois pontos no terceiro set acabou não conseguindo a vitória. Seria muita surpresa se Sara Errani, com seu saque fraco e jogo mais cadenciado, a vencesse. Ainda acredito na experiência maior de Sharapova no piso lento contra Azarenka, ms esta segunda semi promete.

E o brasileiro Bruno Soares segue batendo marcas. Alcançou novamente a semi de um Grand Slam, garantiu vaga no top 10 na semana que vem por enquanto entrando entre os seis melhores e a manutenção da vice-liderança do ranking do ano. O desafio é novamente os irmãos Bryan que parecem imbatíveis na temporada. É jogar solto para alcançar a 1ª final de duplas no masculino na carreira. Bruninho já derrotou os gêmeos americanos e pode conquistar tal feito de novo.



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