Federer na raça. Mas físico preocupa



Roger Federer foi um monstro neste domingo. Vinha em situação delicada, tomando pressão do rival e soube ter calma para mudar o jogo, recuperar a confiança e virar uma partida que parecia ir pro beleléu diante do consistente e encardido Gilles Simon.

Uma vitória como essa sem dúvida o engrandece, mostra que Roger tem muita fome de título e dá muita esperança ao seu torcedor, mas é preciso cautela sobre as possibilidades de conquista. Sabe-se que em Roland Garros Roger vem jogando com uma camisa por baixo quando a temperatura está mais fria segundo revelou à um veículo francês. O motivo é a lesão nas costas que carrega por anos, que pouco comenta sobre o assunto, mas que o vem atrapalhando nesta temporada.

Um dos prováveis motivos para o jogo bem agressivo que vem aplicando não só nesta, mas como nas últimas semanas é este problema. Quanto menos tempo em quadra, mais economiza para as rodadas seguintes. Isso explica em partes a queda de produção por exemplo no Masters de Indian Wells e em Roma. Na Itália, tanto na semi como na final esteve abaixo em relação às rodadas iniciais.

Em tempo. Nos Grand Slams se tem um dia de descanso e as partidas de Roger haviam sido bem tranquilas e velozes até as três horas em quadra deste domingo. Baseado nestes fatores fica a preocupação para que Federer tenha uma eventual queda física e, com a sua constante falta de paciência para definir os pontos, a parte técnica pode comprometer dependendo da na próxima ou nas semifinais. Sendo assim fica difícil imaginar que possa segurar um Djokovic ou Nadal numa eventual final. Mas vamos aguardar os próximos capítulos para ver.

Tsonga é um rival diferente, que arrisca mais e erra mais. Apesar de ter vitórias sobre ele em Slams, vejo boas chances do suíço ir à semi.

E o torneio fica cada vez mais saboroso com as diversas viradas e partidas empolgantes. Quem diria que, após perder DOZE match-points e ficar 3/0 abaixo com o saque de Isner, Tommy Haas, aos 35 anos e com quatro horas de jogo, poderia virar aquela batalha de sábado ? E quem diria que o outro veterano Robredo, de 31, poderia virar três jogos seguidos melhor de cinco sets e igualar uma marca de 1927 de Henri Cochet em Wimbledon ?

Hoje, contra Nicolas Almagro, quando empatou em 4/4 no terceiro set, não duvidei tanto. Nico tremeu pela 999ª vez. E olha que não tinha um top 5 ou algum grande algoz pela frente. Quem lembra do Australian Open esse ano ? Situação similar contra David Ferrer sacando pro jogo duas vezes.

No feminino não vejo adversária para Serena Williams, somente algum problema físico, que ocorreu em Melbourne. Talvez Kuznetsova possa dar um trabalho a mais por sua experiência e talento. Veremos. Ana Ivanovic não consegue engrenar e tal qual Almagro falha contra as melhores. Pelo menos ela tem meu grande respeito, já ganhou um Slam e foi número 1.



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