Recurso eletrônico no saibro ? Não, por favor! Djokovic fala grosso



De fato o Hawk-Eye, o recurso eletrônico para verificar marcações duvidosas, revolucionou o tênis. Acredita-se, até que alguém prove o contrário, que o aparelho deixou o esporte mais justo nos jogos sobre a quadra rápida e de grama, corrigindo as imperfeições dos juizes de linha e de cadeira.

Por outro lado, a inserção do aparelho deixou uma fatia dos árbitros de cadeira um tanto mais relaxados nas correções de marcação praticamente jogando a responsabilidade no colo do jogador.

Neste sábado, Maria Sharapova teve uma ideia de ampliar o sistema. Ela reclamou de um segundo saque que alega ter sido na linha e que o juiz teria conferido outra marcação que havia sido fora. Era um break-point contra onde foi quebrada e ficou abaixo 1/4 no 2º set. Baseado na importância do ponto e em sua chateação, a musa pediu o replay-instantâneo também em Roland Garros.

Vejo a ideia como desnecessária e descartável, apenas uma choradeira da russa (antes que me batam, gosto muito dela tanto de seu jogo, como sua beleza e símbolo de garra que é). O saibro deixa marca, seja ela pequenas ou grande, o juiz de cadeira é experiente, não é cego e não é tendencioso, mas um ou outro eventual erro de interpretação pode ocorrer.

Se a ideia de Maria for acatada futuramente por organizadores, vejo que no futuro basicamente o tênis tende a deixar o árbitros de cadeira quase como um fantoche com ações reduzidas. Praticamente bastariam os juízes de linha e ao jogador caberia a responsabilidade de pedir a máquina para verificar as marcações. Ao árbitro ficaria a responsabilidade de controlar o tempo de saque para dar as devidas punições no mesmo ou em eventos distúrbios durante o jogo controlando os mais esquentadinhos.

Agora por outro lado, até mesmo o Hawk-Eye falha e, vez ou outra, não funciona. E se a máquina não funciona em um match-point para Sharapova, será que ela vai gostar ?

Djokovic falou grosso contra Grigor Dimitrov. Se movimentou bem, foi preciso nos golpes, no saque. O búlgaro contribuiu com erros, mas muito mais pela intensidade que o sérvio imprimiu. Definitivamente esquentou no torneio. Só preocupou a lesão no ombro no fim do jogo onde pediu atendimento. Não se sabe a gravidade do problema visto que ele jogou apenas mais dois games depois dela e não deu coletiva de imprensa por conta da morte de sua primeira treinadora, Jelena Gencic.

Nadal é que ainda não engrenou. Outro jogo difícil, um pouco passivo no primeiro set, deixando o adversário gostar e ditar o ritmo. Ainda não encaixou seu bom tênis, fez outro jogo de quase três horas, mas venceu, isso é o que importa. A partir das oitavas com Nishikori e depois Wawrinka ou Gasquet. A vida aperta e ele não poderá ter esses inícios mais lentos.

Curtinhas:

Melo e Sá nas oitavas de duplas. O primeiro com o croata Dodig e o segundo com o espanhol Feliciano Lopez. Bruno Soares só joga na segunda e foi mais um a reclamar da programação da organização já que ficará basicamente uma semana sem jogar por conta dos atrasos e a prioridade de simples pois um de seus possíveis rivais, Dimitrov, jogou hoje.

A organização quis atender Nadal e colocá-lo mais cedo e daí ficou inviável de colocar o búlgaro para atuar nas simples e duplas no mesmo dia. Ser diretor de torneio não é fácil. Se gahar, Soares enfrenta Melo nas oitavas.



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