Contra o Bloqueio Mental



Sigo com alguns problemas familiares e tendo que ajudar bastante em casa, portanto fico às vezes sem tempo para blog, peço desculpas aos meus caros leitores.

David Ferrer não conseguiu quebrar a barreira mental que possui com Rafael Nadal no saibro. Vinha fazendo um jogo perfeito taticamente e teve tudo nas mãos, uma bola fácil para chegar ao duplo match-point, mas falhou e desandou.

Mas falando da final. Rafael Nadal enfrentará um talentoso suíço, com backhand de uma mão e que vem de título. Não, não é Roger Federer e sim Stanislas Wawrinka.

E é aí que nos remetemos ao comentário sobre Ferrer. Wawrinka (quase) sempre complica, faz jogos duros, tem uma infinidade de oportunidades contra Rafa, mas acaba falhando na hora H.

Cada jogo é diferente e a fase de Wawrinka esteja perto ou melhor do que a de 2008 quando fez a final em Roma. Com nove vitórias seguidas, vindo de título e derrubando nomes como o próprio Ferrer, Tsonga, Tomas Berdych, Wawrinka vem mostrando uma força mental que pouco havia aparecido nos últimos anos, aguentando baques e saindo de situações complicadas. Esse cenário indica que ele pode dificultar ainda mais do que vem fazendo contra Nadal. Vencer é uma questão de quebrar aquela barreira mental que assombra o suíço quando encara o espanhol. Acertar aquela bola na hora de um break-point, a favor ou contra.

Nadal certamente sabe o quão bem vem jogando Wawrinka e precisa entrar antenado para evitar alimentar a confiança do rival. O primeiro set é bem importante. A questão dos confrontos anteriores pode vir à tona caso esteja a frente. Mas precisa tomar cuidado com a velocidade do jogo maior do que em outros locais pela altitude. O lado positivo pra ele é vir um pouco mais descansado. Seus jogos foram mais cedo nos últimos dias e seu tempo para repouso bem maior do que o oponente. Se a coisa engrossar, pode levar vantagem se o jogo se alongar.

O que é interessante. Ganhando o título, Nadal irá aos 4000 pontos no ano em sete torneios, ficando a apenas 130 de Novak Djokovic, o que dá para ter noção do que está sendo e promete ser o ano de disputa (se Rafa se mantiver em condições ideais para jogo). A notícia ruim é que Federer vai saindo do top 10 e perdendo o posto justo para Wawrinka, o antes patinho feio da Suíça.

A falta de ritmo acabou pesando para a derrota. Em Roma certamente ele estará melhor.

No feminino, mais uma vez Serena x Sharapova na final. Será que agora será a vez de Maria ? A movimentação, consistência e jogo agressivo no saibro estão bem afiados para a musa, mas de novo a questão mental deve pesar. É uma ótima chance da russa quebrar o rótulo de freguesa. Serena não assusta tanto no piso lento.

Curtinhas:

Nadal pode chegar ao 40º título no saibro em 45 finais e igualar Thomas Muster. O maior vencedor é Guillermo Vilas, com 45. Ele pode alcançar o 55º troféu na carreira nesta que será a 78ª final e busca o 23º Masters 1000.

Wawrinka tentará o 1º Masters em sua segundo final. Busca o quinto caneco na carreira.



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