Dimitrov, surgiu uma nova estrela ? Vaga no top 10 aberta…



Grigor Dimitrov não apareceu do nada. Aos 17, 18 anos estava dando sufoco em Rafael Nadal em Roterdã e especialmente nesta temporada vem numa evolução constante. Havia tido chances de tirar um set de Novak Djokovic em Indian Wells e por pouco não derrotou Nadal em Monte Carlo.

Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. O velho ditado se fez presente nesta terça-feira. Jogando um tênis incrível, com muita intensidade, Dimitrov derrotou Novak Djokovic numa verdadeira batalha física e mental, aspectos onde vinha pecando para dar um passo a mais que foi concretizado agora em Madri.

Não é à toa que Dimitrov é chamado de ‘Baby Federer’ – ele não gosta desse apelido. Seus golpes são similares ao do suíço. O búlgaro tem toda a pinta de vingar como a nova estrela do circuito. Basta ajeitar a parte física (ficar mais resistente) e sustentar o foco desde a preparação para que os frutos sejam colhidos. Não que isso seja fácil, pelo contrário, mas exemplos para tal não faltam, como o trabalho dos top 4.

O próximo desafio do menino de 21 anos será lidar com as cobranças que aumentarão cada vez mais. Ao passo que o sucesso não deve subir à cabeça, os adversários estudarão cada vez mais seu jogo e terão mais motivação para vencê-lo.

Dimi tem jogo para número 1. Se ele vai chegar lá ou não, são outros quinhentos, só o tempo irá dizer. O que é certo é que é muito bonito vê-lo jogar, sai um pouco da mesmice da maioria dos principais tenistas de hoje em dia. Isso acrescenta muito ao circuito.

Hostilidade pouco justificável – O torcedor madrilenho já vai muito com a cara de Novak Djokovic  por suas vitórias contra Rafael Nadal. O sérvio pede atendimento médico perdendo 4/2 no segundo set, retorna deslizando em todas as bolas, correndo feito um louco, devolvendo a quebra e ainda vibrando em ponto onde o rival levou um escorregão. Foi prato cheio para os fãs passarem a hostilizar o número 1.

Não que eles estejam certos, pelo contrário, exageraram, até porque Nole vinha de uma lesão no tornozelo e foi notório que deu uma leve torção. Mas acabaram entendendo que o sérvio deu o famoso “migué”, ou deu aquela Azarenkada. Se o torneio espanhol fosse o descartável pelos Masters 1000, como é Monte Carlo, certamente o sérvio pensaria duas vezes em jogá-lo no ano que vem.

Para que seja explicado. Dimitrov não pediu atendimento médico quando sentia cãibras pois o regulmento não permite.

E está pintando uma vaguinha aberto no top 10. Tipsarevic cada vez mais acumula resultados ruins, perderá pontos da semi de Madri de 2012 e tende a deixar o grupo nesta ou nas próximas semanas. Se encontra numa posição que até mesmo ele não acreditava que estivesse. Pela consistência, resistência física, poder mental e uma certa fraqueza na qualidade de outros tenistas fora do top 4, acabou conseguindo tal colocação.

Na minha visão outros jogadores tem mais qualidade para ocupar um posto no top 10. Meu primeiro da lista é Tommy Haas que aos 35 anos e zilhões de cirurgias depois vem jogando seu melhor tênis. Puro talento que aliado à confiança o caminham para tal feito que seria extraordinário.

Em seguida pontuaria outros bons nomes que podem estar lá, mas simplesmente pela falta de consistência não alcançam. Marin Cilic é um deles, Stanislas Wawrinka outro e é claro, Milos Raonic.

Para você, qual do circuito merecia essa vaguinha do Tipsarevic ? Aceito sugestões.



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