Maré ruim. Risco que vale. Pai e técnico não dá certo



Quando as coisas pareciam melhorar com duas vitórias seguidas em Barcelona, uma nova lesão no abdômen, apareceu e tirou Thomaz Bellucci basicamente de toda a temporada europeia do saibro (jogou Monte Carlo e não vai atuar nem em Madri, nem em Roma e é dúvida para Roland Garros), justo a parte do ano onde o brasileiro tem mais possibilidades de jogar seu melhor tênis e somar pontos.
A temporada vem sendo a dos pesadelos pro brasileiro. Além deste problema no abdômen, uma lesão crônica, no ombro, interferiu em suas atuações nos primeiros meses e ainda não se sabe se foi devidamente curada. É bom lembrar, Bellucci fazia um trabalho de correção postural desde o início do ano que demandaria tempo na recuperação.

O resultado disso é que Thomaz terá poucas chances de somar pontos caso jogue Roland Garros e sendo assim,a tendência é de que jogue pressionado em julho quando defende um título de ATP 250 (Gstaad), uma semi (Stuttgart) e um título de challenger. Uma pena. Mas faz parte do tênis.

João Souza foi pra Madri, entrou no quali faltando dois dias pra começar, venceu dois tenistas do top 75, um deles Paul-Henri Mathieu, ex-top 15, e furou o quali. Jogará seu primeiro Masters 1000 na carreira e se vencer deve retornar ao top 100 e de quebra enfrentaria Rafael Nadal. Vai também faturar quase 12 mil euros só pela primeira rodada do evento e mais 2,7 mil de ter passado o quali. Uma grana que já paga boa parte ou quase tudo de uma série de semanas na Euroa não é ?

E o pai de John Tomic provou mais uma vez que pai e técnico no tênis não dá certo. Destemperado, como de costume, ele teria agredido o filho em Monte Carlo e esta semana em Madri bateu em um dos treinadores de Bernard quebrando seu nariz e machucando sua cabeça. Ficou um dia preso e terá que comparecer ao tribunal.

John já protagonizou outras cenas como obrigar o filho a abandonar a quadra num future e ter problemas com a federação australiana.

Tudo bem que John é um destemperado. Mas em muitos casos, os pais que estão na carreira dos filhos mais atrapalham do que ajudam. A emoção acaba sendo colocada a frente da razão e muita coisa que não deveria acaba sendo misturada.

Fica a dica pra quem quer ver seu filho jogar tênis.



  • É a coisa ta feia para o Bellucci, quando parecia que ia melhorar teve esse problema, vamos torcer pra que pelo menos consiga jogar RG, Feijão arriscou e se deu bem agora o que vier é lucro acho q ele e o Rogerinho deveriam arriscar mais esses quali, pois ficar só jogando chalenger não ajuda muito a evoluir, ainda que percam mais com certeza estarão jogando com os melhores.

  • Alberto

    Fabrizio,

    concordo plenamente com você, tento treinar meu filho de 10 anos e tem hora que é muito difícil mesmo. Eles não tem a mesma dedicação com a gente do que se fosse com um professor “estranho”, tirando isso acabamos exigindo deles o que não podem nos oferecer naquele momento, eles são como nós e as vezes não percebemos isso.

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