Atrás só de Borg, Nadal é o maior vencedor de top 10 atual



A Associação dos Tenistas Profissionais publicou nesta quinta-feira uma estatística interessante. Rafael Nadal é o maior vencedor de partidas contra os tenistas top 10 dos jogadores ativos.

O espanhol ganhador de 11 Grand Slams venceu 104 partidas e perdeu 52 tendo um retrospecto de 66.7% de aproveitamento. Ele deixa pra trás por um pouquinho o suíço Roger Federer com 65.6%, Novak Djokovic com 58.3 e Andy Murray com 56.
1. A título de curiosidade, Thomaz Bellucci venceu 22.3 % dos jogos contra os dez melhores, sendo cinco triunfos contra 17 quedas.

A ATP vai mais além e publica que Nadal só perdeu um dos seis jogos contra os dez melhores nos 12 meses enquanto que Djokovic venceu 24 dos 33 jogos em segundo lugar.

Fazendo uma rápida (veja bem, rápida!) pesquisa com o histórico dos melhores de todos os tempos, Nadal só fica atrás de Bjorn Borg, único a passar dos 70% com 70.5. Ele desbanca Ivan Lendl, Pete Sampras, Andre Agassi, John McEnroe, Jimmy Connors, entre outros.

Não é querer diminuir os feitos do espanhol, até porque os números da história mostram tamanha qualidade. Mas precisamos fazer uma ressalva. A publicação da ATP vem bem na temporada de saibro sendo que nos últimos 12 meses Nadal praticamente só jogou na superfície, foram apenas dois torneios na grama perdendo cedo e um no piso duro, em Indian Wells.

Quanto aos números históricos, sim, Nadal é gigante. Mas os números de Federer alguns anos atrás seriam melhores por exemplo por conta da idade já um pouco avançada.

A tendência daqui por diante é que Nadal mantenha, se estiver bem do joelho, o retrospecto por mais alguns anos e que ao mesmo tempo sofra um pouco a aproximação de Novak Djokovic. O sérvio só não tem números mais expressivos pois sofreu muitas dessas derrotas do top 10 diante do espanhol e do suíço, demorou um pouco a aprender a vencê-los.
E para o brasileiro Bellucci, ganhar menos de 1/3 contra os top 10, indica que ele precisa melhorar para entrar no grupo, mas nem tanto. Richard Gasquet, nono, e Janko Tipsarevic, décimo colocado, tem retrospecto um pouco acima dos 25%, por exemplo. O problema é que o brasileiro acaba perdendo em demasia para tenistas com ranking similar ou mais baixo e não tem bom histórico contra os top 20.

Copa Davis – Brasil fora da grama ? Rumores de jornalistas da Alemanha indicam que o país vai escolher o piso duro ou o saibro para o confronto diante do Brasil na repescagem em setembro. As cidades na disputa seriam Ulm ou Hamburgo. São apenas rumores, nada oficial em algumas semanas sairá a definição. Se escolherem o saibro, melhor para nós.

 



  • Felipe Gonçalves

    Como você bem disse, Fabrizio, no último ano o Nadal praticamente só jogou no saibro, onde é de fato o melhor. Em Halle e Wimbledon, não jogou contra top-10, e mesmo assim só venceu dois jogos e perdeu outros dois. Sua boa campanha veio em IW, ainda assim ajudado por um Federer visivelmente sem condições, por uma semifinal contra o Berdych, que simplesmente não consegue jogar contra o espanhol, e por uma final contra um Del Potro cansado pelas duas maratonas anteriores.

    No segundo semestre do ano, ele costuma perder mais do que no primeiro, e como não jogou neste período no ano passado, seu recorde contra o top-10 tende a ser melhor neste momento.

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