Os maiores desafios para Nadal e Djokovic



Por muito pouco, um ponto apenas, as semifinais não foram uma das mais chatas dos últimos tempos nos Masters. Jo Tsonga resolveu dar uma dose de emoção ao primeiro jogo pois no segundo, Fábio Fognini, basicamente não entrou em quadra, não lutou, não mostrou gana e só levou discretas vaias da torcida pois em Monte Carlo há muitos italianos e o povo é bem mais educado do que em certos lugares mundo afora.

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A final deste domingo entre Nadal x Djokovic traz alguns componentes interessantes. De um lado o espanhol tem seu maior desafio desde voltou da lesão no joelho contra o melhor tenista do mundo no momento e do outro, o sérvio tem o melhor do saibro de todos os tempos e octacampeão em Monte Carlo.

Antes que joguem pedras é preciso esclarecer. Nadal ganhou sim de Federer no piso duro, uma vitória importante pra sua confiança. Mas o suíço este ano está por enquanto um nível abaixo na parte física para o sérvio por exemplo. Isso não diminui o grande retorno do espanhol com cinco finais nos cinco torneios conquistados e chance do quarto título, só o faz ter uma espécia de “ultimate challenge” para sacramentar a volta sonhada.

A parte física sempre é um fator preponderante no jogo dos dois e ambos conviveram com problemas na semana. Djokovic começou com as dores no tornozelo e nas últimas rodadas evoluiu. Mesmo assim, não julgo que o problema esteja sanado de um dia pro outro, ele evoluiu na confiança, mas os rivais exigiram menos. E Nadal relatou dores nas costas nos últimos encontros, sendo que hoje os problemas teriam aparecido ao fim da partida. Segundo ele dores de uma falta de boa preparação pelo tratamento de duas semanas no joelho após Indian Wells.

Pelos fatores descritos acima surge a incógnita e dificuldade para se cravar um favorito. Nadal tem em Monte Carlo seu habitat natural, sua quadra bem lenta onde conhece como poucos e é bem confiante, mas a oscilação pelas dores e sim uma pressão pelo recorde de nove títulos a ser alcançado pesam ao passo que Djokovic vem do problema do tornozelo e costuma ter mais dificuldades de impôr um jogo agressivo contra Rafa num piso tão lento.

Como todo clássico, Nadal x Djokovic será decidido nos detalhes e pelo cenário, temos uma boa chance de drama neste domingo às 9h. Jogo imperdível.

Curtinhas:

Bellucci contra Robin Haase ou Pablo Carreni-Busta em Barcelona, ATP 500 com chance de pegar Ferrer na fase seguinte. Nada agradável essa chave.

Se o problema das costas de Nadal persistir nesse domingo, seria prudente desistir de Barcelona e repousar para torneios mais importantes em Madri e Roma.

Rogerinho somou hoje sua nona vitória seguida e pode ganhar neste domingo, em Santos, seu segundo challenger seguido. Vem aproveitando muito bem a série de challengers no Brasil que termina em SP na semana que vem. Saiu da posição 109 na semana passada e será top 90 na próxima segunda-feira podendo ascender ao 85º posto se vencer o torneio. Tem a vaga em Roland Garros garantida e está bem próximo de Wimbledon.

João Souza, o Feijão, vem batendo na trave e segue rondando entre os 110 melhores. Mais uma boa chance de encaixar uma boa semana em SP para entrar no top 100.

Pontos positivos dos jovens brasileiros. Guilherme Clezar voltando ao top 200 com a semi em Santos. Bia Maia e Thiago Monteiro na final na Turquia. A paulista buscando seu 1º título profissional fora do país e Thiago o segundo na Turquia.



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