Alemanha, mais uma pedreira!



É, a sorte não esteve ao lado do Brasil na formação dos confrontos dos Play-Offs do Grupo Mundial. Enfrentaremos a Alemanha, fora de casa, entre os dias 13 e 15 de setembro.

O time alemão é homogêneo, possui ótimos jogadores de simples que atuam bem em qualquer piso e ainda pode formar boas duplas. A definição de piso e sede do confronto sairá dentro de alguns meses, mas minha aposta é no piso duro provavelmente coberto para evitar a troca abrupta após o US Open e série de torneios na superfície. Logo assim, a grama, no meu pensamento, viria em segundo plano, mas seria outra boa escolha para os germânicos.

A equipe vem jogando no saibro nos quatro últimos encontros em casa e sediou o último confronto no piso rápido em 2009. Ano passado, contra a Argentina, eles escolheram o piso lento.

As opções de jogadores são de Tommy Haas, Florian Mayer e Philipp Kohlschreiber para simples e duplistas como Philipp Petzschner e Christopher Kas.

Em cinco meses muita coisa pode mudar, mas, no momento, Haas é o que mais incomodaria pela volta ao bom momento com semis em Miami vencendo Novak Djokovic. Todavia, Tommy não atua em Copa Davis em simples desde 2007, só participando nas duplas recentemente. Mas o número 1 local passou por problemas físicos com cirurgia e só nos últimos meses que vem retomando seu melhor tênis.

Vale lembrar que o time alemão passou por uma crise recentemente onde Kohlschreiber era contrário ao antigo capitão Patrick Kuhnen que acabou deixando o cargo. Ele ameaçou não jogar, mas participou do confronto da Argentina. Sabe-se também que Kohlschreiber tem um atrito com Haas.

A análise seria parecida com a feita para o confronto nos Estados Unidos. Nossa dupla é afiada e tem boas chances de vencer, até maiores do que a com os irmãos Bryan, e Bellucci também tem a qualidade para marcar os dois pontos de simples. O nosso segundo simplista, seja quem for, precisa estar muito inspirado.

Será mais um confronto muito difícil, mas não é impossível. Já estivemos bem perto de vencer os americanos fora e a um ponto de ganhar da Rússia, também na casa deles.



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