As Melhores Opções para o Brasil



Com um pouco de atraso escrevo sobre este final de semana de Copa Davis e as possibilidades de confrontos do Brasil para os Playoffs do Grupo Mundial. Me desculpe, caro leitor, mas também sou filho de Deus e necessito de folgas.

Mesmo assim acompanhei o andamento dos confrontos e me surpreendi com a vitória da Argentina sobre a França. Richard Gasquet, como é de costume, fugiu da raia para defender seu país em um duelo com muita pressão de torcida em confronto onde teve o heróico Carlos Berlocq dando o ponto decisivo aos argentinos e quase batendo o top 10 Tsonga no primeiro dia. Mais um exemplo de que em Davis o ranking é o que menos interessa.

David Nalbandian mais uma vez esteve apto apenas nas duplas. A cada torneio que o vejo jogar e por essas decisões fico com a sensação que ele só sobrevive no circuito por conta da Davis e vem sendo decisivo nas duplas.

Mesmo assim, o sonhado título argentino passa pela volta de Juan Del Potro que declarou não querer jogar a competição em 2013. A República Tcheca foi desfalcada e bateu o Cazaquistão fora de casa, mas deve ter os retornos de Berdych e Stepanek para o confronto em casa contra os hermanos em setembro. No piso rápido, a melhor opção para jogos de cinco sets é Del Potro. Nalbandian, com as condições que apresenta, não anima, Juan Monaco é menos eficiente e Berlocq não inspira nenhuma confiança.

Djokovic mostrou raça e mesmo com a torção no tornozelo venceu Querrey e mandou os americanos pra casa em Boise. A surpresa foi mais uma derrota dos irmãos Bryan com 15/13 no quinto set. Eles eram considerados imbatíveis em Copa Davis até este ano onde perderam seus dois jogos, um deles para Marcelo Melo e Bruno Soares. Acabou fazendo a diferença.

A Sérvia joga em casa contra o Canadá e deveria escolher o saibro para minimizar o saque e o jogo potente de Milos Raonic. Mas a decisão passa por Novak Djokovic. Será que ele vai topar sair do piso duro americano para o lento logo após o US Open ? Algo que os sérvios devem estar discutindo nas próximas semanas.

Com a lesão no tornozelo, Djokovic vira dúvida para Monte Carlo. Ele naõ sofreu ruptura de ligamento, mas médicos recomendaram rigoroso descanso nos próximos dias. O Masters 1000 começa já na próxima segunda-feira. Forçar pode significar problemas para o segmento do saibro com Madri, Roma e Roland Garros que é seu maior objetivo. E Monte Carlo é o único Masters descatável aos top 30.

O Brasil não jogou no final de semana, perdeu pontos no complicado ranking da competição (ranking de quatro anos que vai cortando percentagem dos somados no ano anterior) e foi ultrapassado por Austrália e Bélgica.

Nossas chances de jogar em casa são boas, mas algumas delas péssimas como contra a Suíça e a Espanha, os times de Federer/Wawrinka e Nadal/Ferrer e cia. As melhores contra a Áustria de um decadente Jurgen Melzer e Croácia de um Marin Cilic sem resultados expressivos no piso lento.

A melhor opção fora de casa seria a Bélgica que tem um time bem acessível tanto em simples quanto nas duplas em qualquer piso. No restante, viajar à Austrália seria ruim para um eventual confronto na grama contra Tomic e Hewitt e não muito bom contra a Alemanha do renovado Tommy Haas e os sempre eficientes Florian Mayer, Kohlschreiber e o duplista Christopher Kas. O Japão é o único embate que teria sorteio. Kei Nishikori na equipe representa problemas, sem ele, o time japonês fica bem mediano e fraco para o piso lento.



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