Final fraca. Federer e Nadal pela 1ª vez fora do top 2 desde 2003



Emocionante só nos últimos games e muito pela condição física deficiente e entrega dos dois em quadra. Em termos de nível técnico os números falam por si só, 95 erros não-forçados e 37 bolas vencedoras. Foram 15 quebras de serviço em 31 games disputados, ou seja, a cada dois games, um era de quebra.

Resumindo. Para um Masters 1000 fraco com ausências de Federer, Nadal e várias desistências por lesões, um joguinho bem fraco para fechar o caixão do que esse ano ficou bem longe de ser considerado o quinto Grand Slam.

O público reflete neste aspecto. Foram 307.809 pessoas esse ano contra cerca de 330 mil ano passado. A única, das 24 sessões, a bater o recorde foi a de quinta-feira à noite com os jogos de Berdych x Gasquet e Serena x Radwanska nas quartas do Masters 1000 e semi do WTA Premiere.

Falando do Murray. Lado positivo de ter ganho jogando mal basicamente boa parte do torneio incluindo a final. Ganhou quanto tinha a pressão enorme de ser o favorito após a eliminação de Djokovic. Dado importante pra ele. E sinto pena de Ferrer que merecia a vitória, tinha tudo no finalzinho para sair com o troféu, mas novamente falhou no mental na hora de fechar entregando a partida pro rival. Ainda carece de um título grande contra um top 4, deixou uma bela chance escapar. Mesmo retornando ao top 4, fica ainda aquela sensação de que apenas está ali por um acaso, pela saída de Nadal por conta da lesão.

Com o título, Murray retorna ao número dois pelo qual ficou apenas algumas semanas em agosto de 2009. E pela primeira vez desde 2003 que nem Federer e nem Nadal estarão no top 2 sejam juntos ou apenas um deles. Um dado significativo e que retrata a menor consistência nos dois últimos meses de ambos, seja por resultados ou por lesões. Federer é o único top 5 a não ganhar títulos esse ano e parece não estar muito de olho nisso visto sua ausência de Miami e provável em Monte Carlo.

O detalhe interessante é que no emparelhamento das chaves de Masters 1000 de Madri por exemplo e talvez Roland Garros, se as posições se mantiverem, poderíamos ter no mesmo lado da chave Djokovic ou Murray com Federer na semi e Nadal nas quartas. Interessante não ?

No feminino, Sharapova começou muito bem, mas perdeu consistência quando Serena foi crescendo na partida e acabou tomando 10 games seguidos. Claramente a americana merece o número 1, é superior quando está bem fisicamente e com motivação. A final feminina, apesar do pneu no último set, teve bem mais qualidade que a masculina. Sinto pena de Maria também que perdeu a 12ª em 14 jogos contra Serena e sua quinta final na Flórida. Não vejo ímpeto pra ela mudar sua característica, procurar mais variação (slices ou jogar a rival de um lado a outro) para vencer a americana. Vencerá quando Serena não estiver bem.



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