Um marco pro tênis. Grama valorizada. Wimbledon valorizado



Os torneios na grama, há décadas, caíram no desuso muito pelo crescimento do foco do mercado direcionado aos eventos no piso rápido sobretudo nos Estados Unidos e também a difícil manutenção deste tipo de superfície. Algo ruim para o tênis que basicamente foi criado nesta superfície com o seu templo em Wimbledon.

Mas a pressão dos últimos anos de jogadores como Nadal e por que não Roger Federer mudaram uma tendência que tem como esta sexta um marco importante pro tênis.

Wimbledon passará a ser jogado três semanas após Roland Garros a partir de 2015 e não mais duas como anteriormente possibilitando uma maior preparação e descanso dos principais tenistas que devem chegar mais afinados com o piso para o Grand Slam londrino diminuindo um pouco a costumeira sequência de zebras. Em consequência disto, abre-se uma semana a mais para os torneios na superfície lendária e Stuttgart é a primeira competição confirmada fazendo sua migração e saindo do saibro e também mudando de julho para a semana pós-Roland Garros, em junho.

O que eu venho martelando nesse blog há anos é que a grama merece um grande evento antes de Wimbledon. Anteriormente com duas semanas realmente ficava difícil, agora com três, facilita para negociações da abertura de um ATP 500. A infra-estrutura de quadras e o tamanho da chave de Queen´s (48 jogadores) dão o caminho para tal torneio. Só que a queda de braço poderia ser grande com Halle, Alemanha, que sempre foi seu maior concorrente nessa série nesse piso dividindo as atenções dos tops.

Outro imbróglio que a ATP precisa resolver até o fim deste ano é o dos torneios de saibro. Stuttgart já foi digamos, sacrificado, e outro que está na mira da mesma mudança é Gstaad. Sendo assim, a mini-temporada no piso lento em julho, que já não atraia grandes nomes, está fadada ao fundo do poço. E com cada vez menos eventos nessa gira, sofrem os tenistas latino-americanos e o brasileiro Thomaz Bellucci que usavam o mês de julho numa série de três, quatro semanas na superfície lenta para somar pontos. O paulista, fez semi em Stuttgart e foi campeão em Gstaad em 2012.



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