Rio Open terá custo de US$ 25 milhões, já se planeja e aprende com erros do Brasil Open



Foi lançado nesta terça-feira o Rio Open numa bela a organizada coletiva de imprensa no Hotel Sheraton no Rio de Janeiro. Para se ter noção da importância do evento, estiveram presentes a presidente da WTA, Stacey Allaster, o CEO das Américas da ATP, Mark Young, e o brasileiro André Silva, diretor do ATP World Finals e CEO dos Jogadores da ATP. O torneio ainda fez homenagens a ex-tenistas brasileiros como Thomaz Koch, Ricardo Acioly, Nelson Aerts, Miriam D´Agostini e Joana Cortez.

Pela organização e luxo da coletiva de imprensa promovida pela empresa IMX, fico com a expectativa de que o torneio carioca, entre os dias 15 e 23 de fevereiro seja um dos melhores do circuito e bem melhor do que o Brasil Open que passou recentemente com muitas críticas dos jogadores na construção da quadra e nas bolas. E a IMX parece ter aprendido com os erros dos agora concorrentes mandando um recado.

“Vimos o que aconteceu e estamos ainda mais motivados pra fazer o torneio que não só será o maior e sim o melhor da América Latina. Estamos planejando tudo com antecedencia, pra que tudo ocorra 100%. Não existe hipótese nenhuma pra ter problema na quadra, nossa equipe já está cuidando dessa parte e pela experiência da empresa , temos um know-how de eventos de tênis”, garante Márcia Casz, vice-presidente de esportes da IMX. A bola do torneio será a HEAD.

O custo total do torneio, segundo Márcia, gira em torno dos US$ 25 milhões em estrutura, premiação, logística e etc – de acordo com a organização tudo de verbas de patrocínios, nada de verba pública. O evento será no Jockey Club, na Gávea, utilizando ao todo oito quadras para receber chave de 32 jogadores no masculino e outros 32 no feminino. Todas as quadras existentes do clube estão passando por um processo de reforma e será montada uma quadra central com capacidade para 7 mil pessoas no meio do gramado do Jockey, uma área que há pouco tempo foi liberada pelo clube para receber eventos. Ao todo, o torneio terá espaço para 9 mil pessoas por dia com uma ampla área para diversão e alimentação.

“Esperamos que o publico brasileiro aceite o evento como deve acontecer, queremos ficar aqui pra sempre. Espera que se torne um festival anual de tênis e que os torcedores possam curtir”, disse Mark Young.

Os tenistas terão disponíveis outras duas quadras para treinos em clubes adjacentes que pode ser o Piraquê ou o Paysandu ou outro ainda a confirmar.

No masculino a premiação será de US$ 1,25 milhões, quantia básica pros outros 11 ATP 500 de hoje em dia, mas o suficiente para trazer bons nomes numa semana onde não teremos outros concorrentes de eventos 500 e nem um Masters 1000 colado. O sonho de consumo é Novak Djokovic que recentemente assinou com a IMG, parceira da IMX, algo que poderia facilitar sua negociação para estar por aqui. Os nomes só começam a ser divulgados a partir de agosto ou setembro e o torneio espera em torno de duas até três estrelas do top 10.

No feminino, a premiação será de US$ 250 mil, mas mesmo com a tentativa de se trazer uma do top 10, ficará difícil visto que na mesma semana será jogado o Premiere de Dubai, nos Emirados Árabes. O torneio seguinte, em Florianópolis (SC), será mantido no piso duro. Segundo Allaster, uma exigência da WTA visto que o evento precede Indian Wells e Miami e seria uma boa preparação para as jogadoras.
O Rio Open será, pelo menos no masculino, um evento permanente visto que não há contrato e sim uma data comprada que é cedida apenas se o mesmo não consegue arcar com os custos. De acordo com Fernando Soler, um dos managers da IMX, foram cinco outras sedes buscando a compra do evento de Memphis, EUA, pelo qual o Rio será o substituto. O evento a princípio será no Jockey em 2014 e 2015, existindo uma possibilidade de mudança de local para 2016 dependendo das circunstâncias.

Não vejo a hora da realização do maior torneio da história do tênis brasileiro e que pode servir de trampolim para outros torneios maiores.

Venda de ingressos – Novidades apenas no segundo semestre, talvez para agosto.



  • Boa tarde,

    Como amante do esporte e fã incondicional de Rafa Nadal, gostaria muito que o Rio Open fosse realmente digno de nós torcedores e principalmente dos jogadores.
    Estive no Brasil Open (sou do Rio de Janeiro)e fiquei desapontada e mais do que isso fiquei com vergonha do evento no meu País! qualidade da quadra (saibro) , bolas, superlotação, má organização da Kock Tavares, o ginásio do Ibirapuera não tem a mínima condição de ter um evento desse porte, enfim só fui mesmo porque sabia que o Rafa estaria lá e valeu a pena por ele, por seu retorno e ser campeão.
    Enfim por toda prévia do citado evento me pareceu ser de qualidade, esperamos!
    E oxalá o Rafa possa voltar ao Brasil sem medo daquele fiasco que foi o Brasil Open.
    Vamos torcer, Fabrizio!
    Abs.,

  • Fernando Guimarães

    O Rio merece este Torneio tão importante a nível mundial!!!

  • Wagner

    Da-le Riooooooooooooo.

  • Rafael Kafka

    Nenhum torneio aberto tem premiação 5x maior para o masculino. Só no BR essa misoginia tosca sobrevive.

    • Fabrizio Gallas

      Acapulco é assim também Rafael

    • Paulo Filho

      Será que os argumentos acima não foram suficientes pra vc? Tem um torneio Premiere (equivalente a um Masters 1000) acontecendo simultaneamente, então não vale a pena aumentar muito a premiação haja visto que o torneio terá poucas tenistas (ou nenhuma) top 20. Fora que o Premiere de Dubai é um dos que mais distribui prêmios depois dos Grand Slams.

  • Thiago

    Bom dia Fabrizio..

    O Rio Open será disputado em saibro ou quadra dura?

    Abraço

    • Fabrizio Gallas

      saibro!

  • Deco

    Fabrizio,,e o Brasil Open(250),sera extinto?

    • Fabrizio Gallas

      Não será não, será na semana pós-Rio Open

  • Paulo Filho

    Fabrizio, deixa eu perguntar uma coisa: não seria mais inteligente para a IMX tentar se aliar à Kock Tavares para fazerem com que os torneios de SP e do RJ fossem em semanas consecutivas? Esse calendário está meio estúpido… primeiro SP, depois Buenos Aires, depois Viña del Mar, depois RJ. Tinha que manter o RJ por último mas trocar as posições de SP e de Viña del Mar. É muito dinheiro gasto com locomoção e muito desgaste para os tenistas com viagens.

    A gira sul-americana do saibro distribuirá até 1000 pontos e será atrativa para muita gente, mas esse calendário esquisito pode ferrar tudo.

    Outra coisa que precisa ser melhorada é a condição das quadras de SP. Não tem em aqui na capital de SP algum outro lugar onde esse torneio poderia ser jogado? Ibirapuera é ruim demais.

    • Paulo Filho

      Me enganei… serão até 1250 pontos, e não 1000.

    • Fabrizio Gallas

      Empresas diferentes, concorrência, é até bom pois uma vai puxar a outra e dois torneios diferentes pra cá

  • Salvador

    Quando será possível adquirir os ingressos?

    • Fabrizio Gallas

      Segundo semestre será anunciado!

  • Tomara porque tudo que acontece no Rio é fria,,varios empresários estão preparando iniciando um complexo em São Paulo de fazer inveja a Miami e IW No Rio tudo é falsa imagem!mas se levar a sério será uma boa!

MaisRecentes

Federer o franco favorito em Londres. Pouco a se tirar do Next Gen Finals



Continue Lendo

Quanto Nadal está disposto a arriscar por Londres ?



Continue Lendo

Quem é o melhor do ano ? Federer ou Nadal ?



Continue Lendo