Federer com pouca fome



Perder três match-points acontece com todos. Não foi a primeira vez e não será a última – Federer perdeu ao todo nove jogos desperdiçando oportunidades de fechar. Por isso não se pode crucificar o suíço. É inerente a todos independente da idade e habilidade.

Mas o que é notável é que nos últimos torneios Roger está naquela fase de perder o fôlego sem mostrar aquela gana, sem aquela fome já demonstrado outrora. Mas isso não é novidade, de uns anos pra cá Federer sempre mostrou mais afinco nos Grand Slams do que qualquer coisa. Para ele, vencer os ATPs 500 e até Masters 1000 não farão diferença.

No terceiro set contra Berdych, após perder o saque, Roger abaixou a cabeça. Tentou voltar pro jogo, mas sem aquela vibração.

Por ter completado 12 anos de profissional disputando os principais torneios, com 31 anos e cumprindo exigências da ATP, Federer ganhou o bônus de não ser obrigado a disputar os Masters 1000 e por isso vai pular Miami e Monte Carlo ficando com uma folga de dois meses do circuito. Por esse fator associado à família e mais o sentimento de dever cumprido com os objetivos de ranking e Grand Slams atingido ano passado é que me fazem acreditar que o natural da Basileia vem mais curtindo o circuito nesses tipos de evento e assim para ele, mesmo como uma derrota dolorosa como a de hoje, tanto faz.

Agora digo e repito. Isso é uma característica de Federer pelo já conquistado, pela idade e a divisão de tarefas com a família. Isso não quer dizer que ele está acabado ou em decadência, pelo contrário. É esperar que, após Indian Wells, após uma merecida folga, o suíço volte aguerrido para o saibro e grama. Dependendo da situação de Nadal, suas chances de título crescem.

O que é ruim para ele é a situação do ranking. Andy Murray pode lhe tirar do número 2 caso conquiste o primeiro Masters 1000 do ano e Federer perca cedo na competição.

Bia Maia brilhou – Como disse na semana passada, o tênis feminino brasileiro está para viver seus melhores dias pela subida de Teliana Pereira, perto do top 100, e de jovens valores. Esta semana em Florianópolis, nosso primeiro WTA após uma década, Beatriz Maia, de apenas 16 anos, bateu uma top 300 e desperdiçou três match-points para ir às quartas diante de uma top 100 experiente. Com apenas 16 anos mostrou qualidade, amadurecimento na parte mental e ainda tem muito a melhorar em todos os aspectos, o que é uma boa notícia. O Brasil ainda possui bons nomes como Paula Gonçalves e Laura Pigossi, de 22 e 18 anos, que também podem dar samba.



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