Bravura de Teliana põe nosso tênis feminino em destaque



Bogotá tem uma certa magia para o tênis brasileiro. Foi lá que Marcos Daniel e João Souza conquistaram alguns de seus maiores títulos e lá que o tênis feminino brasileiro havia conquistado seus últimos feitos igualados esta semana por Teliana Pereira. Primeiro a atual número 1 do Brasil igualou Maria Fernanda Alves com nossa primeira vitória em WTA desde 2005 em Bogotá e hoje, a tenista de 24 anos igualou Vanessa Menga também na capital colombiana com a primeira quartas de final deste tipo de evento de primeira linha do circuito.

E não foi qualquer vitória simples. A pernambucana, filha de pais bóia-fria que se mudaram para Curitiba, superou a francesa Alize Cornet, ex-número 11 do ranking, atual 36ª do mundo e segunda cabeça de chave. Teliana mostrou um tênis amadurecido. Jogou com agressividade, consistência, balançou a rival em quadra e fez bons voleios. Não se intimidou.

A brasileira surgiu entrando no top 200 aos 20 anos, mas lesões no joelho e cirurgias a fizeram ficar dois anos parada para voltar de forma discreta em 2011. No ano passado, iniciou fora das 500 do mundo, terminou entre as 170 com três títulos em seis finais de challengers, tudo na base de apoio de amigos e uma ajuda de custo do Governo do Paraná. Ainda viveu um imbróglio com a Confederação Brasileira de Tênis ao ter sua verba de apoio cortada por não concordar em treinar em local e com treinadores indicados pela CBT.

Meses depois, Teliana fez as pazes com a entidade máxima do tênis brasileiro e passou a ganhar apoio. A tenista não pensou pequeno. Iniciou o ano na Austrália, nos qualies dos WTAs. Não se deu bem, perdeu todos os jogos, mas enfrentou tenistas de mais qualidade e agora começa a colher os frutos. Com a campanha na Colômbia, se garante pelo menos no top 135, o que lhe deixa com a possibilidade de entrar direto em alguns WTAs e sonhando em ficar entre as 110 melhores, garantindo vaga direta nos Grand Slams – feito que o Brasil não consegue desde do início da década de 90, com Andrea Vieira.

Teliana é fruto do desenvolvimento e investimento no tênis nacional ? Não creio. Mas serve de exemplo para puxar outras meninas que vêm subindo. Temos bons valores que podem despotar. Paula Gonçalves, Laura Pigossi e Beatriz Maia já tem uma boa referência.



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