Final dos sonhos (ou não)



Sob o ponto de vista plástico, do jogo bonito e do interesse de todos (público, mídia e torneio), a final deste domingo entre Rafael Nadal x David Nalbandian será a dos sonhos do Brasil Open. Certamente a Koch Tavares , promotora do evento, gostaria que a decisão fosse do espanhol contra Thomaz Bellucci, mas o brasileiro caiu na chave para uma eventual semi contra o Rei do Saibro e decepcionou.

Agora resta saber, em primeiro lugar, se teremos essa final, se Nadal vai entrar em quadra. O rosto, gestos corporais e palavras de Rafael Nadal foram totalmente negativos. Ele disse que este sábado foi o pior dia da semana em termos de dor, destacando que a mesma o limitava nos movimentos mais do que nos outros encontros. Foi questionado sobre a final contra Nalbandian e além de elogiá-lo, minimizou as chances por conta das condições rápidas da quadra e dos problemas, disse que esperava acordar melhor neste domingo e quando perguntado se existia o risco de entrar em quadra, não foi firme e deixou no ar “Espero que não (não haja risco de não jogar)”.

É visivel a insatisfação geral de Nadal com o torneio (ele culpa a ATP pelos problemas da quadra e a bola fornecida) e com suas condições físicas. Nadal tem um imbróglio a definir. Se está ruim como detalha, seria melhor conversar seu joelho, mas e o pressão do torneio que pagou US$ 1 milhão ou mais para tê-lo junto com várias outras regalias ? E a pressão do mesmo com o público com todos os nove mil ingressos vendidos ? O que é certo dizer, em um Masters 1000 ou Grand Slam, Nadal não recebe garantias então esse tipo de decisão é mais fácil.

Caso entre em quadra, pelo que vem jogando, se movimentando e pela rapidez da quadra, acredito que suas possibilidade dele contra o argentino seja pequena. Nalbandian tem experiência, já o derrotou duas vezes e tem o jogo para superá-lo novamente. Começando pela devolução de esquerda, variação e ângulos para abrir a quadra e deslocá-lo.

Se Nadal eventualmente melhorar muito da noite pro dia, a tendência é de um super clássico.

Curtinhas:

Que não me venham dizer que a decisão de Rafa deveria ser contra Nicolas Almagro. Mesmo com três títulos aqui, ele não tem um jogo tão vistoso como o argentino e não tem resultados que o credenciam a tal – nunca entrou no top 8, nunca venceu um Masters e sequer passou das quartas de um Grand Slam.



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