A sinceridade de Nadal e os problemas na quadra



Ontem tivemos o primeiro grande dia do Brasil Open. Estreia de Thomaz Bellucci e o primeiro dia de Rafael Nadal por aqui (ele chegou na segunda-feira, mas à noite e sem treinar por aqui).

Nadal, como sempre, foi sincero e não fugiu ou quis dar volta em suas respostas. E meteu o malho na ATP sobre a quantidade de torneios sobre o piso duro no circuito e também sobre a regra mais rígida com quem demora mais de 25 segundos para o saque.

“Não será possível fazer uma mudança em minha geração. A ATP tem de pensar em como fazer para alargar a carreira dos tenistas. Não imagino futebolista jogando sobre o cimento. Não imagino esporte de muitos movimentos jogando em superfícies tão agressivas. Somos o único esporte que comete este erro (…) A ATP se preocupa pouco com os jogadores e deveria se preocupar mais. Competindo tanto em superfícies de cimento o único que podemos provocar, talvez, quando encerremos a carreira, nos custar a praticar o esporte.”

Sobre a regra do tempo “As regras devem servir para melhorar o esporte e não para piorar”. “Nos vestiários, a maioria não gostou dessa nova regra. Se a ATP quer encontrar um esporte que seja só de velocidade e não de pensar e não de estratégia, tática, a regra fica boa, mas se a ATP quer buscar partidas longas de pontos espetaculares, a regra não é boa. Mas sou apenas um jogador a mais que diz minha opinião. Seria bom que a regra fosse modificada e que o árbitro possa interpretar quando se pode passar de 25 segundos.”

Esse problema do piso duro já discuti aqui no blog. A ATP definitivamente está dando mais ênfase aos eventos nessa superfície e criando um circuito cada vez mais apetitoso para quem tem um jogo agressivo e com bom saque. Todavia as lesões aparecem com mais frequência. Só que ao mesmo tempo é mais complicado, por questões de manutenção, se ter torneios em quadra de grama, por exemplo, então o interesse dos diretores dos eventos fica mais sobre o cimento, principalmente na Europa e Estados Unidos. Agora Nadal também defende o seu.Ele é o Rei do Saibro, joga muito bem na grama e tem seu estilo baseado no físico e regularidade. Por esses motivos, seus joelhos ficam mais vulneráveis.

Sobre a regra, Nadal certamente é o que menos gostou. Tenho que concordar com ele que acelerar o jogo não é uma boa ideia, prejudica o jogo, mas tanto ele como outros tenistas exageram no tempo. A solução ? Por que não aumentar esse tempo para 30 segundos e assim manter essa rigidez ? Seria mais lógico no meu ponto de vista.

Problemas na quadra e bola nova (e murcha ?) – Falando sobre o torneio, Bellucci mais uma vez mostrou que tem dificuldades de lidar com a pressão quando joga como muito favorito. Não é uma coisa só dele, a maioria e até os melhores, apresentam esse sintoma. Ele escapou da derrota contra o bravo Guilherme Clezar, 234º, e terá um jogo bem interessante contra Filippo Volandri nesta quinta-feira. O gaúcho mostrou um tênis consistente, mas precisa manter a forma nos próximos eventos para seguir crescendo no ranking.

As condições em São Paulo estão rápidas. A altitude é um fator já bem conhecido por todos que jogam aqui. Outro é a nova bola que mudou da Babolat para a Wilson Championship este ano. Quem não gostou muito foi Rafael Nadal. Em seu primeiro treino ontem ele fez gestos de que a mesma não estivesse quicando bem, podendo estar murcha e seu técnico, Toni Nadal, chamou membros da ATP para conversar. Unanimidade entre os jogadores são os buracos e irregularidade de todas as quadras, do Ibirapuera e do ginário Mauro Pinheiro. Bellucci, Clezar e Soares reclamaram. E no treino de Nadal era nítido os quiques irregulares e madeiradas dele e de David Nalbandian.

Hoje teremos João Souza, o Feijão, e David Nalbandian e mais Nadal nas duplas.

 



MaisRecentes

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo

Del Potro pisa mais forte que Nadal no US Open. NextGen ainda não embala



Continue Lendo

Emoções no US Open



Continue Lendo