Sem susto



É claro que ver Rafael Nadal perder uma final no saibro para um tenista de 27 anos, que pouco fez no circuito e 73 do mundo é um totalmente inesperado, uma zebra e pode preocupar, mas acredito ser muito prematuro para acentuar a gravidade de tal fato.

Nadal faz apenas sua primeira semana de torneios após sete meses parado por lesão. Para qualquer jogador normal é impensável já chegar numa decisão de um ATP após tanto tempo parado. Nadal escolheu bem o torneio com nível mais fraco, com seu piso predileto e condições preferidas (quadra aberta e bem lenta).

Ele sabia que mesmo assim não seria muita moleza conquistar o título. Fez boas partidas, como na semi contra Jeremy Chardy e hoje foi vencido por um inspirado Zeballos, mas também uma atuação não tão boa de sua parte. E também desde antes de sua estreia apontava que ainda sentia incômodo no joelho que, de acordo com os médicos, deve cessar em algumas semanas.

Brasil Open mais difícil  para Nadal ? O Brasil Open se tornará bem interessante para Nadal agora. Em primeiro lugar pois a chave é mais dura com Bellucci, Almagro, Nalbandian e talvez um Juan Monaco com menos dores e mais ritmo (e claro, Zeballos!). Depois pelas condições de piso coberto e altitude elevando a rapidez do jogo. Por fim pelo cansaço. Ele atuou quase três horas na final e mesmo com alguns dias para descansar (só atua em simples na quinta-feira), aquela falta de ritmo de competição pesa no físico para jogar uma semana atrás da outra.

Se eu fosse Nadal, desistira das duplas com David Nalbandian em São Paulo para se resguardar. Quero deixar claro que odeio essa hipótese , afinal, a dupla com o argentino seria outra ótima atração do torneio.

Quali em SP – Thiago Alves e Rogerinho deram adeus. Uma pena. Guilherme Clezar e João Souza na final do quali. Clezar pegou uma boa chave e tem um rival bem ganhável. Feijão terá parada mais dura contra o encardido Javier Martí, aquele mesmo que ganhou um convite super contestado ano passado pra chave do torneio (dado pela proprietária do evento, a Octagon). O espanhol é regular e corre bastante, algo que Feijão não curte tanto. O brasileiro terá que estar num bom dia no serviço e ser agressivo com consistência.

Outra atração nesta segunda é a despedida de Ricardo Mello. Tomara que tenha se preparado com afinco para fazer uma boa exibição.



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