Nadal de volta e com o 1º teste. Brasil ou Espanha Open ? Caso CBT



Demorei um pouco a escrever sobre a volta de Rafael Nadal. Um pouco de cautela preguei pelo seu joelho. Afinal, um jogo pode não medir muito o esforço, recuperação, possíveis novas dores e qualidade de atuação. Depois de duas partidas em simples e agora três nas duplas dá para fazer uma análise preliminar.

Em primeiro lugar é muito bom ver Nadal de volta. O circuito inteiro agradece. Isto eu digo, patrocinadores, diretores, torcedores (até mesmo os adeptos de Federer, por que não ? rivalidade deixa uma saudade não é ?). Menos os tenistas que terão o desprazer de enfrentá-lo (Davydenko que o diga!).

Pelo que pude acompanhar o nível de Rafa não caiu muito, está jogando um tênis agressivo e com aquela precisão no piso lento. Ainda não é aquele Nadal perfeito demolidor no saibro, mas com sete meses fora se limitou a perder cinco games em cada partida. O espanhol fez a escolha certa para o retorno. Pegou o ATP mais fraco na superfície que mais gosta e com duas primeiras rodadas ideais para adquirir ritmo.

Obviamente que Jeremmy Chardy, seu rival de semi deste sábado, está longe de ser um dos tenistas temidos do circuito, mas seu estilo e boa fase me fazem crer que Nadal pode ter seu primeiro de inúmeros testes nesse retorno. Chardy vem de quartas na Austrália, derrotando Juan Del Potro e tem um jogo agressivo com a direita e com bom saque. Se encaixar bem os dois golpes pode sim dar trabalho ao espanhol.

E a torcida já está ansiosa pela aparição de Nadal no Brasil. Na terça está marcada uma coletiva dele em São Paulo e sua estreia em simples será na quinta-feira com a primeira partida de duplas devendo ser na terça ao lado de David Nalbandian.

Por falar no principal torneio do Brasil teremos nove no qualifying com o interessante jogo entre Thiago Alves x Thiago Monteiro e boas perspectivas para João Souza e Rogério Silva que podem se enfrentar numa eventual final do quali.

Agora o torneio novamente não quis valorizar os tenistas nacionais e deu somente um convite a brasileiros, para Ricardo Mello que vai se aposentar. Os outros dois para Rafael Nadal e Tommy Robredo. Incontestável convite para Rafa por razões óbvias. Mas para Robredo, que já passou dos 30 , eu não daria. Mesmo tendo sido campeão do torneio em 2009, ele teve várias chances em outros ATPs jogando com ranking protegido e não produziu muito.

O Brasil não tem um super nome surgindo hoje em dia, mas temos bons valores como Thiago Monteiro, Bruno Sant´Anna, Guilherme Clezar ou até mesmo alguns mais velhos que podem ter bons resultados como Thiago Alves – que vem de uma ótima exibição na Copa Davis -, Rogério Silva, que fez final no Aberto d SP, e João Souza, o Feijão.

Ano passado a organização não deu nenhum convite a brasileiro e agora praticamente descarta os tenistas nacionais. Agora precisamos salientar. O evento é de propriedade da empresa estrangeira da Octagon que certamente pouco está ligando para os brazucas. Uma pena.

Caso CBT – Depois de ler sobre as duas partes posso opinar sobre o escândalo das notas frias emitidas pela Confederação Brasileira de Tênis em denúncias publicadas pelo UOL.  O Ministério do Esporte verificou irregularidades e o presidente Jorge Lacerda se defendeu pedindo uma revisão do caso para o Ministério e prometendo devolver o dinheiro em caso de irregularidade confirmada.

A CBT assume o erro, mas não totalmente, afirmando que houve reunião aprovando a mudança dos recursos aplicados no evento Grand Champions Brasil de 2011, em São Paulo.

Ao passo que esse problema acontece, a CBT, irritada, promete não usar mais verba pública da Lei de Incentivo ao Esporte justificando por muita burocracia, cancelando assim dois projetos vigentes.

Tudo isso é um imbróglio complicado que só vem atrapalhar a imagem da Confederação Brasileira com todos e fazer com que nós da imprensa fiquemos ligados na gestão da mesma.

E a CBT deve evitar tais deslizes para, em primeiro lugar não sofrer o mesmo processo de saída como foi o do antigo presidente Nelson Nastás, e também não perder o principal patrocinador, os Correios (qual apoiador quer ver a empresa bancada mergulhada em escândalos ? ). Sem patrocínio e metida e confusões, o tênis brasileiro perderá muito.

E que não se louve o momento do tênis nacional atual. Melhoramos sim, evoluímos, mas nada de comemorar muito. A questão do Centro de Treinamento ainda é confusa, nada de concreto. Se olhar o ranking temos apenas um top 100 no masculino, nenhum no feminino (Teliana Pereira viveu seu melhor momento com recursos próprios e sendo esquecida pela entidade até o início deste ano) e poucos valores com boas perspectivas.

 

 

 



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