Djokovic – Um verdadeiro campeão jamais desiste



Tudo desfavorável. Um set abaixo, confiança em queda, sucessivos erros de direita, 0/40 no serviço e um adversário da estirpe de Andy Murray jogando o fino do tênis do outro lado da quadra. Jogo perdido ? Para muita gente seria. Não para Novak Djokovic.

O sérvio renasceu das cinzas, aproveitou um lapso com erros de Murray, soltou seu jogo, acertou algumas bolas, salvou seu game de saque e com muita luta empatou o jogo para depois soltá-lo rumo à vitória.

Djokovic deu um exemplo para qualquer tipo de tenista, seja um mero amador, seja juvenil ou profissional. Ele mostrou que mesmo em um cenário desconfortável, com tudo contra, soluções existem e muita luta e crença podem reverter tal situação para encaminhar uma virada.

Para Murray, a chance do título estava naquele segundo game do segundo set. Aquela escapada lhe custou caro e certamente ele vai aprender bastante com isso.

Mas o que fica de positivo para todo o torneio, para a vitória sobre Federer e o que fez contra Djokovic por uma parte do encontro, fica a sensação que Andy irá brigar e conquistar vários Grand Slams mais. Cada vez ele joga mais solto nas partidas importantes. Vencer Federer, Nadal e Djokovic na final de Slams é questão de estar num bom dia e não desperdiçar chances. Assim como foi pra Murray no US Open, agora migrou para Nole.

Sobre o nível técnico da final. O jogo teve 107 erros não-forçados e 76 winners. O internauta pode questionar o nível técnico por esses números. De fato não foi tão empolgante como outras decisões, mas oestilo dos os dois é bem parecido e os encontros, na maioria das vezes, vão rondar por esses números. Ambos tem a parte defensiva muito forte, o que acaba provocando número de equívocos elevados. É um estilo diferente onde a beleza é vista com mais frequência pela disputa física das trocas, correria com variações de ângulos do que propriamente a bola limpa indefensável, o winner.

Curtinhas:

Djokovic ergue seu sexto Slam, se iguala a Stefan Edberg e Boris Becker, e é o primeiro na Era Aberta a ser tricampeão seguidamente. Ele iguala Agassi e Federer na época profissional do tênis com quatro títulos. O maior campeão da história é Roy Emerson com seis canecos.



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