Murray, o justo vencedor. Quem leva a final ?



No tênis não há empate. Na imensa maioria das vezes, ganha quem joga melhor. Por raras vezes, não. Hoje, por certos momentos, fiquei com aquela sensação de que Andy Murray “jogaria como nunca e perderia como sempre” (leia-se em partidas de Grand Slams), mas o britânico se impôs para definir uma emocionante batalha contra Roger Federer e se tornar o vencedor justo da partida.

Murray foi melhor do início ao fim do encontro. Jogou agressivo, disparou mais winners, errou menos, produziu muito mais oportunidades e quebrou mais vezes o serviço do suíço e sacou mais aces dando menos chances a Roger. Mas Federer, que correu o tempo todo atrás do placar, jogou com muita raça, lutou o tempo todo e mesmo atrás em quase todos os aspectos diante de Murray, foi mais efetivo nos tie-breaks e levou o jogo ao quinto set.
O que se notou hoje foi um Murray mais solto do que o comum quando encarava Federer em Slams. A partida era uma semifinal e não uma decisão, quando o peso é maior, mas o escocês jogou agressivo do início ao fim e pouco oscilou no encontro. O natural de Dunblane vem mostrando o quanto fez bem sua conquista no US Open passado e está preparado para desbancar Novak Djokovic na final.

A decisão de 6h30 no domingo promete ser ainda mais emocionante e demorada do que o encontro de hoje. Se por um lado Murray joga mais solto por já ter vencido seu primeiro Slam, Djokovic conhece tudo da Rod Laver Arena, tem um bom retrospecto e vem atuando no topo de sua forma. A batalha de titãs está formada e é bom preparar o sofá, a pipoca e o café para acordar cedo e ver um novo duelo de mais quatro ou até cinco horas.

Queda de Federer – Roger perdeu porém na parte física, um pouco por culpa dos cinco sets contra Tsonfa na rodada anterior e outro pela idade. Os 31 anos pesam na recuperação. Nota-se também que Federer não está com aquela velocidade e precisão no serviço como outrora. É bom lembrar que vez ou outra ela apresenta problema nas costas, mas não fala muito sobre o assunto.

Federer insiste em dizer que não, mas a troca de guarda vem acontecendo lentamente no tênis. Mesmo como número dois do mundo. Federer atingiu apenas duas finais nos últimos doze Grand Slams. Mas o suíço ainda está no topo, é melhor do que os outros e tem cacife para beliscar um troféu ou outro de Major, com menos frequência.



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