Não pode ser fácil…



Difícil fazer uma severa crítica quando não se acompanhou o jogo. O mesmo não foi transmitido por falta de câmera na quadra 5 do Melbourne Park e tampouco estou na Austrália.  Mas levar 6/3 6/1 6/3 de Blaz Kavcic, 93º do mundo, sem oferecer resistência, é um resultado muito  ruim para Thomaz Bellucci.

Não se pode desperdiçar chances como estas de ter um rival 90 do mundo que pouco faz no circuito na primeira rodada e um convidado na fase seguinte e cair tão facilmente na estreia. Como pontuei em meu post anterior, Thomaz tem derrotas para Dudi Sela no US Open, o quase aposentado Rainer Schuettler em Wimbledon, Jan Hernych no mesmo Australian Open, todas sendo cotado como muito favorito.

Mais triste é constatar que Bellucci completa o ciclo de quatro Grand Slams com derrotas na estreia somando a quinta queda consecutiva neste tipo de evento que é simplesmente o maior do mundo. Das quedas, somente a para Rafael Nadal em Wimbledon foi uma partida onde não tinha a condição de favorito ou uma boa probabilidade de vitória.

A parte física é um dos motivos ? Ainda sim. Duas dessas derrotas citadas no parágrafo acima foram no 5º set e contra Troicki sentindo cãibras. Mas a cada Grand Slam que passa fico com a nítida sensação que quanto mais fácil é o caminho de Bellucci, pior para ele.

Más campanhas em Grand Slams significam menos pontos somados e menor chance de subir no ranking, sempre um baque para quem há dois anos batalha pelo tão sonhado top 20.

Novidades boas e ruins na ATP – A notícia boa é que, de acordo com informações do jornalista argentino Enrique Cano, a gira sulamericana foi mantida para fevereiro e no saibro para 2014 com a inclusão do ATP do Rio de Janeiro no lugar do ATP de Acapulco que será sobre o piso rápido. O que ainda não foi acertado é a data dos eventos brasileiros. O ATP do Rio e de SP serão jogados depois de Viña del Mar e Buenos Aires sem a ordem definida.

A ruim. O presidente da ATP, Brad Drewett, foi diagnosticado com sclerose Lateral Amiotrófica e precisou deixar o cargo da entidade imediatamente. Vamos torcer para que ele melhore da doença que é grave. Enquanto isso a entidade agora corre para nomear um novo comandante.

Curtinhas:

O Australian Open continua sendo um péssimo Slam para o Brasil. O último melhor resultado dos homens foi com Guga na terceira rodada em 2004.

E este ano Rogerinho e Thiago Alves sequer arriscaram o quali enquanto que João Souza, o Feijão, teve problemas em sua inscrição. No quali, tenistas com pouca experiência que caíram na primeira rodada. Sendo assim nos resta torcer para as duplas que no início do ano faturou dois títulos com Melo em Brisbane e Soares em Auckland.



  • Marcio

    Eu acho que o Feijão resolveu ir de cara para Bucaramanga para se preparar para a gira latino-americana no saibro! Na minha opinião talvez seja uma boa alternativa porque são torneios que ele sabe como jogar e tem grandes chances de repetir resultados expressivos conquistados em anos anteriores.

  • ANDREI

    com todo respeito,mais falar que Bellucci tem tênis pra ser top 10 é sacanagem,já vi pessoas falando isso,que bellucci tem tênis pra ser top 10,não é só técnica que importa no tênis,no geral Bellucci não tem tênis pra ser nem top 30!

  • paulinho

    bellucci é ruim de um jeito que chega a incomodar!!! afff………….

  • Salvador

    O fato do Brasil não ter perspectiva de um tênis de primeira linha faz do pobre Belluci um telhado de vidro.Não têm condições nenhuma de melhorar de ranking e nós ficamos jogando sobre êle nossas expectativas e consequentemente , frustrações. O pior ,não tem luz no fim do túnel.

  • Roberto Rocha

    Depois de mais uma atuação patética, é hora de declarar: CHEGA DESSE CARA!!!!!!!!!!!!!!
    Medíocre é até um elogio para ele. Meu tempo não perco mais torcendo por ele.

  • luques

    Há muito tempo deixei de acompanhar o Thomaz, o último jogo que vi no Brasil Open 2012.

  • Thou Maus Beluti

    Várias coisas estão envolvidas nisso: jogar na Austrália e na Inglaterra não é fácil; jogar um grand slam não é fácil; jogar machucado não é fácil; jogar contra alguém entre os 100 melhores do mundo não é fácil

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