US Open causa polêmica. Boicote aos torneios ATP ?



Um mal-estar passa a surgir da ATP contra a USTA por conta das mudanças no calendário de jogos do US Open. O último Grand Slam do ano teve a final masculina oficializada para a segunda-feira em 2013. O motivo dado pelos americanos é o do dia de descanso com a semi sendo realizada no sábado.

No caso o torneio teve os últimos cinco anos sua decisão sendo jogada neste dia, mas não por conta de descanso e sim por conta do mau tempo que sempre atrapalhou a programação que é feita para gerar problemas. Final de agosto e início de setembro é sempre uma época de furacões e tempestades tropicas no leste americano.

A pressão dos principais tenistas falou mais alto e o ego dos americanos também. Por que ? Todos os três outros Slams têm suas semis jogadas na quinta e/ou sexta-feira com a final no domingo. Por que raios os americanos não colocam programação similar ?

Tudo visando o show e provavelmente questões de mídia. Em Nova York o torneio começa com três dias para a primeira rodada, colocando os principais nomes para rodadas diurnas e noturnas no início dá competição e o último sábado do evento é o chamado Super Saturday com as semis do masculino e final feminina. Eles não quiseram mudar isso, mantiveram as semis masculinas pro mesmo dia só passando a decisão feminina para o domingo. E é nessa tecla que a ATP bateu com sua reclamação. Justa.

A pergunta que fica. E se chover na segunda-feira ? Bem, aí a final passaria para terça e só pioraria, por exemplo, a situação da Copa Davis que tem rodada dos Playoffs e semis sendo jogada na sexta-feira. Quanto menos dias de descanso, menos os tops irão. E a Davis é da ITF, que chancela o US Open…

Bati um ótimo papo com o ex-tenista sul-africano Wayne Ferreira ontem no Copacabana Palace onde disputa o torneio de veteranos da ATP no Rio de Janeiro. Primeiro que Ferreira é muito simpático. Me chamou no intervalo de um bate-papo com o sueco Thomas Enqvist – precisou atender o celular – e trocamos uma ideia sobre o Rio de Janeiro. Depois no almoço sentou na mesa com os jornalistas e começou a puxar papo comigo sobre o tênis brasileiro, o que fazia etc. Muito boa gente e muito contente com o que a vida lhe deu.

Ferreira tem opiniões firmes sobre o circuito atual. Ele teme pelo fim preocce da carreira de Nadal. Acredita que esse ano será duro e decisivo para o espanhol. Ele quer que Roger Federer quebre seu recorde de 56 Grand Slams jogados consecutivamente (o suíço tem 52 e quebraria o recorde em 2014) e dispara críticas contra a ATP. Para Ferreira o atual presidente, Brad Drewett não é o adequado para o cargo e os tenistas precisam se mobilizar para boicotar os eventos ATPs e não os Grand Slams. Para ele os Slams sempre aumentam as premiações, os ATPs é que ficam praticamernte estagnados.

O ex-top 6, medalhista de prata em Barcelona 1992 nas duplas, atualmente gere uma empresa que transforma o ar úmido em água.

A íntegra da entrevista você lê aqui.



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