Nalbandian e sua obsessão pela Copa Davis. Federer e seu desprezo



Duas entrevistas, dois tenistas que percorreram caminhos diferentes, tiveram diferentes tipos de sucesso, têm idades parecidas, mas não deixam em momento algum de serem dois dois craques em atividade: Roger Federer e David Nalbandian.

Começando pelo argentino. Esse um bate-papo via email que fiz. Foram nove perguntas, mas que só ratificam o desejo pelo qual o argentino continua jogando – ganhar a Copa Davis. Fora das quadras desde agosto, Nalbandian confirmou sua ausência do Australian Open para chegar melhor na Davis contra a Alemanha. Nalbandian foi vice três vezes da competição em 2006, 2008 e 2011 e é um obcecado pelo título.

Enquanto isso, na brilhante entrevista do jornalista suíço Rene Stauffer, Roger Federer detalha que Copa Davis, a princípio, não está nos planos para 2013 em virtude de se preparar melhor para os principais torneios. Problemas contratuais por enquanto o tiram também do ATP 500 da Basileia, na Suíça, assim como a proximidade de torneios mais importantes como Paris e o ATP Finals. Federer fala também de uma possível rusga com o povo suíço por essas decisões e diz ter a consiência tranquila de que tudo é melhor para alongar sua carreira. Muito bacana.

Dois focos totalmente diferentes com resultados diferentes. Enquanto que Federer priorizou o tempo todo – e com razão – a longevidade de sua carreira e os torneios maiores, Nalbandian não deu tanto bola para a parte física com o principal objetivo da Copa Davis. Mesmo assim o argentino não perde meu respeito, seu talento é nato, seus resultados com títulos conquistados sobre Federer, Nadal, entre outros em 2005 e 2007 (ATP Finals e Masters de Madri e Paris) dão a condição de poder ainda brigar por outras boas conquistas fora a Copa Davis. Por esse incansável objetivo, pelo talento de Nalbandian e Del Potro, me coloco na torcida para que esse incansável sonho seja realizado. Nalbandian vive seus últimos anos e suas chances diminuem cada vez mais.

Aqui estão as entrevistas – Nalbandian – Parte 1 / Parte 2 e Federer – Veja Aqui!

Curtinhas:

Nalbandian planeja jogar o Brasil Open de 2013 e quer que o Rio de Janeiro seja sede do ATP Finals a partir de 2016. Pelos recorrentes problemas físicos, arrisco que o argentino não passa de 2014.



  • Andréa Yuki

    Pra mim a diferença é que no caso da Argentina, a equipe é mais forte e mais competitiva, já a Suíça depende totalmente do Federer e por mais que ele se esforce, sozinho fica difícil contra equipe fortes, um esforço em vão.

  • Claudia

    Tanto tempo sem publicar nada, e vem com este comentário ridículo! Depois de uma semana fantástica com Federer, Tsonga, Haas, Robredo, Bellucci, Serena, Vicka, Caroline e Maria, com tanta coisa bacana prá comentar! Disponibilidade não é obsessão (se escreve assim, um pecado com a língua portuguesa, três consoantes juntas!) e administrar a carreira não é desprezo com a nação, considerando os 31 anos do suiço.

    Federer deu um show de simpatia, humildade, adaptação com o evento desorganizado e até com a SAUNA que foi obrigado a enfrentar. Vimos o melhor de todos os tempos até dançando, entrando completamente no clima brasileiro, bem como todos os atletas acima citados. Tivemos uma grata surpresa com todos eles, por isso creio que todos esperavam mais no seu retorno.

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