O positivo efeito Federer no Brasil



As exibições em São Paulo servem de algum parâmetro pro circuito ? Não. Ganhar do Federer é bacana, dá um status, mas em uma exibição, com o tenista da casa sendo parceiro da promotora da mesma, não se deve comemorar muito. Outros jogos dos também não podem ser levados 100% em conta visto que sempre a exibição tira o caráter oficial de uma partida. Não vale pontos no ranking ou títulos. A vitória é apenas simbólica. Cobrar R$ 500 por cada jogo é caro ? Sim. Dá margem para concluir que o tênis é esporte elitista ? Sim. De fato seria bem melhor para a popularização cobrar um preço mais condizente como foi na Argentina e Colômbia, algo em torno dos R$ 200 e R$ 300.

Mas tirando isso, a presença de Roger Federer, Maria Sharapova, Jo Tsonga, Serena Williams entre outros é muito positiva para atrair a atenção de todos e difundir o esporte no Brasil, fazer gerar mais interesse de público para a prática dos mesmos. E por isso sempre vou ser a favor da vinda desses craques por aqui.

Com tantos eventos vindo para o país a partir de 2014, o Brasil se coloca no holofote buscando o espaço para o tênis. Teremos um ATP 500 em dois anos que pode ser no fim da temporada, a Olimpíada de 2016 e provavelmente um ATP World Finals, eventos que chamam a atenção dos principais nomes. É a chance de avançar e seguir popularizando o tênis, colocá-lo na mídia.

Acompanhando as exibições de Roger por São Paulo é incrível o apreço que o dono de 17 Grand Slams possui. Torcedores fiéis de seus rivais, Novak Djokovic e Rafael Nadal, vibram com uma foto tirada e ganham mais carinho pelo suíço, explodem de comentários pelas redes sociais. Fãs incondicionais do suíço ficam horas e horas sem comer e nem beber na porta do hotel em busca de um autógrafo. É como se um pop star estivesse no país. E é assim mesmo.

Coisas a melhorar. O Ginásio do Ibirapuera não tem um bom sistema de ar-condicionado. Federer e Bellucci reclamam da sauna assim como o público. Certamente os tenistas que enfrentam o calor dessa semana vão pensar duas vezes em topar disputar o ATP 250 do Brasil Open – que é no mesmo lugar – e com certeza os pontos negativos de cada local são passados para outros teistas no papo de vestiário. A época, em fevereiro pouco depois de uma Copa Davis e com torneios mais fortes na Europa, já não ajuda. Algo a se melhorar para o futuro.

Curtinhas:

Estive recentemente de férias na Itália. Lá existe um canal chamado Super Tennis, partidas de tênos o dia todo, entrevistas, reportagens de instrução. Para quem gosta do esporte é um prato cheio. Como não há jogos ao vivo agora são passadas reprises dos jogos do ano como Fed Cup e ATPs e também challengers. Quem sabe um dia não teremos algo por aqui.

Nos Estados Unidos temos o Tennis Channel, que ainda não tiver a oportunidade de assistir e é algo muito parecido.

Estive em um jogo de futebol da Lazio que é no mesmo complexo das quadras do Masters 1000 de Roma que ocorre ém maio. Local bem bonito e com muitas quadras de tênis históricas, construídas por Benito Mussolini na década de 30.

O acesso é só via taxi ou ônibus. Para quem estiver interessado em ir ao evento em 2013, basta saltar na estação Ottaviani e pegar a linha de ônibus 32 que te deixa na porta do local. Vale lembrar, ônibus e metrô são integrados, você pode usar os dois em um espaço de 100 minutos na cidade.



  • Vai Corinthians

    Amanhã volta tudo ao normal.
    Alguma quadra pública será construída em virtude desses jogos? Duvido.
    O Tsonga disse que só teremos bons tenistas quando construirem quadra públicas e fizerem o tenis se tornar um esporte popular. Quantidade faz qualidade.
    Acorda Dilma!

    • Vai Corinthians

      Detalhe: na França há 800.000 tenistas federados. Fora os que jogam por lazer.
      A gente não consegue ter nem mesmo um ministro dos esportes que entenda de esportes.

      • Vai Corinthians

        Pior: não temos sequer um complexo de tenis. Como sediar um grande torneio?

        • Fabrizio Gallas

          Deve sair no RJ o centro da Olimpíada. Vamos seguir

          • Mengo Tengo

            O governo do Rio pagou 5 milhões para a empresa do Petkovic trazer o Djokovic ao Rio.
            Uma quadra de tenis pública custa 12 mil.

            5 milhões dividido por 12 mil = quantidade de quadras que poderiam ter sido construídas com esses dinheiro.

  • Vai Corinthians

    E está na hora do Corinthians patrocinar um grande tenista. Pode ser o Del Potro, Murray ou Tsonga.

  • Patricia Moura

    Tem que descentralizar o tênis. Tudo é em São Paulo. Grande popularização essa, o maior torneio saiu daqui da Bahia e agora eu e todos os amigos que sempre iamos assistir ao Brasil Open (consegui convencer vários de que tênis era legal, hoje vários curtem muito e acompanham) temos que viajar pra São Paulo. Como conseguir que algo fique popular se sempre é no mesmo lugar?

    • Cleide Souza

      Patricia

      Na Bahia era tudo lindo e maravilhoso, só faltada publico

    • Thomázio Belooser

      Concordo. Os eventos esportivos em geral são quase todos concentrados no Rio e em SP, isso é ruim para o esporte nacional.

      E sempre que há um evento de tenis as instalações são péssimas e improvisadas, como o Ibirapuera ou Maracananzinho e isso pega muito mal. Todos os tenistas reclamaram do Ibirapuera.

      Precisamos de pelo menos uma arena ou complexo de tenis para que possamos sediar um grande torneio.

      A única maneira do tenis se popularizar é a nossa presidente Dilma tomar vergonha na cara e implantar uma política esportiva nesse país, construindo quadras públicas. Mas isso já é querer demais, pois não conseguimos sequer ter um ministro dos esportes que entenda de esportes.
      Vai continuar tudo a mesma coisa.

      • Thomázio Belooser

        Concordo com tudo que escreveram.

    • Julio

      Desculpa Patrícia, mas isso não tem nada a ver com a popularização do esporte no país. O torneio no Sauípe era um fracasso de público, algo que só ajudava a depreciar a competição. O que pode ser efetivo é a construção de quadras públicas para a prática do esporte em todo o país, não o lugar no qual o Brasil Open é disputado.

    • Alexandre

      O problema é que só voce e seus amigos iam ver o torneio no Sauípe. As quadras estavam sempre vazias. Aqui a audiencia é 300 vezes maior.. nao tem jeito, mais gente interessada no esporte por causa do tamanho da cidade.

  • LUQUES

    FG, fiquei muito frustrado com o evento, primeiro não fui, tenho lugar melhor pra gastar 500,00 entrar, 70,00 estacionar e 30,00 num lanche, mais calor e jogadores sem vontade, querendo fazer graça, vi pela tv e não consegui ver nenhum jogo inteiro, uma decepção.
    Assisi vários jogos do Brasil Open, isso sim valeu a pena.

  • lee

    infelizmente nao dá para querer que nosso país crie uma ciultiura do tenis…pq smplesmente na dá, pelos motivos citados já, como , alto s preços dos ingressos, alto custo pra se treinar e baixo retorno e interesse do publico.

    existem espoertes qie nao adianta muito..basquete aqui no brasil é fraquíssim…fut feminino é um lixo..e o tenis..bom nunca será popular..

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