O Inesquecível Guga x Djokovic



Demoro um pouco a escrever este post sobre a exibição Guga x Djokovic. Demorou bem mais do que o esperado, a internet do torneio não contribuiu e a final da Copa Davis tomou conta de parte deste meu domingo.

Os R$ 100 ou R$ 350 gastos pelos espectadores foi um investimento muito bem empregado. Digno de um super show de não só uma figura, mas uma dupla extremamente afinada.

Gustavo Kuerten e Novak Djokovic deram um show de simpatia, carisma, bom gosto e em momento nenhum deixaram de apresentar um excelente tênis. É claro que os momentos de competição de Djokovic não apresentaram a intensidade que ele emprega no circuito, mas em alguns pontos ele mostrou tudo o que fez e vem fazendo no profissional e deu espetáculo. E é claro, Guga não ficou atrás. Se a direita não tem aquela potência de anos atrás, a esquerda segue extremamente afinada e o saque funcionando como se ainda fosse um top 10.

Djokovic deu uma forcinha. Perdeu inúmeros set-points, vários deles com erros bobos no segundo saque, e não deu aquela forçada básica para levar o jogo ao terceiro set. Mas de que isso importa ? Valia o que os dois faziam em quadra, de jogadas bonitas e de carisma. Djokovic e Guga dançaram Michel Teló, Gangnam Style, bateram bola com boleiros, pararam para conversar e dar autografos para boleiros. Os dois ainda fizeram o Duelo das Torcidas. Djokovic tinha, perto de seu banco, uma turma fervorosa, e Guga chamava o apoio dos mais de 10 mil torcedores do Maracanãzinho. Djokovic foi pra galera no meio da partida, Guga trouxe sua filha Maria Augusta no colo para sentir o clima.

Para quem esperava que fosse uma exibição chata e até sem nexo, trazer o atual número 1 voando contra um ex-jogador brasileiro, onze anos mais velho, se enganou completamente. Foi a mais empolgante e divertida partida de exibição que já acompanhei. E valeu muito para chamar a atenção do tênis para o Brasil e o Rio de Janeiro. Para termos mais seguidores do esporte. E é claro, para tanto Djokovic como Guga serem reverenciados pelas figuras dentro e fora de quadra que são.

Depois do que fizeram esses dois ontem será difícil ver alguém superá-los. Aguardemos os jogos de Roger Federer dentro de algumas semanas. Mesmo que tenham uma tendência mais competitiva, o entretenimento faz parte de uma exibição.

Copa Davis – Não esperava que Stepanek tivesse gás suficiente, mas usou sua maior experiência em Copa Davis para vencer Nicolas Almagro e ser o herói do merecido título tcheco. Não podemos dizer que o time tcheco é homogêneo. Pelo contrário, é uma equipe de dois tenistas só, Radek e Berdych. Contaram com a sorte após  a ausência de Nadal neste final de semana e de um Del Potro em boas condições e Nalbandian para vencer os argentinos na semi e com muita determinação tiveram méritos para levantar o troféu.

Mesmo sem grandes estrelas, a Davis atrai a atenção pela disputa e jogos inesquecíveis até mesmo de tenistas não tão consagrados e por isso deve seguir existindo. O que a ITF precisa é mudar as datas ou algo no formato da competição para que carregue mais estrelas. Mas que por favor, mantenha-se o sistem com jogos melhor de cinco sets. Se tirar isso, o torneio perde a essência.

Só lamento pelo Ferrer. Carregou a Espanha nas costas nessa Davis e por quase todo o ano e acabou com o vice. Termina o ano como maior vencedor de partidas (76 contra 75 de Djokovic) e com maior número de títulos (sete contra seis de Federer e djokovic), mas fecha com aquele gostinho amargo na boca.

 



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