Ídolos



Ele distribui chocolates aos jornalistas, ele chega no Brasil pela primeira vez, tira foto bebendo água de coco encantado com a cidade e ao ver mais de 100 jornalistas na sua frente – muitos que talvez nem saibam a cor da bolinha de tênis – nem espera os tradicionais anúncios prévios dos organizadores, pega o microfone e em um bom português diz: “Boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Tem como não gostar dessa figura ? Tem como no mínimo, não achá-lo simpático (para os fervorosos torcedores de seus principais rivais) ? Este é Novak Djokovic.

Rose Bakierman

Não só por ser o número 1 do mundo, mas por seu carisma, Nole foi capaz de conseguir um feito inédito nos eventos de tênis pelo país, deixar Gustavo Kuerten em segundo plano numa coletiva de imprensa. E olha que não foram aquelas limitadas cinco, seis perguntas , como às vezes se limita, mas muitas, inúmeras, quase que inesgotáveis perguntas em uma hora de bate-papo com a imprensa sobre todos os assuntos. E a felicidade no rosto de Djokovic era nítida, de alguém que, apesar dos problemas do pai que já se recupera bem no hospital, está de bem com a vida.

As passagens mais legais da coletiva. Djokovic dizendo que Kuerten era favorito pois “Ganhou Roland Garros três vezes, eu nenhuma, ele é muito melhor que eu no saibro”. Guga dizendo que “nunca treinei tanto depois de velho”. Djokovic afirmando que tirou fotos num treino com Guga em Roland Garros anos atrás quando tinha apenas 17 anos, que bateu fotos com o brasileiro e que “já o imitava”. Além é claro do sérvio entoando levemente o refrão “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, como música que conhecia do Brasil.

Por essa personalidade e carisma associada ao que todos nós conhecemos de Gustavo Kuerten, a exibição deste sábado tende a ser muito divertida. Esperar um jogo duro ? Possível somente se Djokovic aliviar muito o braço, algo que acontece em exibições. Se o sérvio jogar pra valer, não dará nem jogo, será 6/1 6/0. Mas o que vale é essa presença pela 1ª vez de um Número 1 estrangeiro no Brasil. Atrair a atenção da mídia pro tênis, de um esporte que precisa ser massificado no país. Ajuda muito quando tem o maior ídolo de todos os tempos do Brasil com outro ídolo tão carismático como ele.

ATP Finals no Rio em 2016 ? Conversei com Guga no meio da semana, ele se disse confiante. Para Kuerten, será difícil Londres renovar após 2015 e o Rio ganhando eventos como o ATP 500 em 2014 e a Olimpíada em 2016, as chances crescem. Conversei hoje com a Secretária de Esportes do Rio, Márcia Lins, e ela reafirmou que vai continuar tentando trazer o torneio que fecha a temporada e reúne os oito melhores do ano.

Djokovic, por sua vez, foi bem político e disse querer o evento na cidade maravilhosa motivado pelos grandes eventos no local na época.

No fundo no fundo vejo essa chance maior de acordo com a definição do calendário a partir de 2014. Se a lógica continuar a mesma com o Finals grudado no Masters de Paris, fica difícil. Seria necessário pelo menos uma semana de descanso como acontecia até 2011 ou até uma ideia que ventila nos bastidores da ATP, trazer a gira latino-americana para o fim do ano puxando Paris para fevereiro.

Promoção no ar em breve – Consegui uma camisa do evento autografada por Djokovic. Foi difícil, mas Djokovic assinou ela e vou sortear num concurso cultural aqui no blog, amanhã ou domingo coloco no ar!

 Copa Davis – 1 a 1 na final, tudo dentro do esperado. Só esperava um triunfo um pouco mais fácil para Berdych, em quatro sets. Jogar aquela quinta parcial após liderar a quarta não estava nos planos do tcheco e fará mal a ele para o restante do final de semana. Como é de praxe, Tomas deve jogar duplas com Stepanek neste sábado num ponto importantíssimo e assim sendo, ficaria bem desgastado pro domingo em duelo que pode decidir o confronto diante de Ferrer. Se a decisão foi ao quinto jogo, na minha visão, Lukas Rosol tem boas chances de entrar em quadra. Stepanek não está inspirando muita confiança.

 



  • HÉLIO COSTA

    Cara ele é fantastico sou fã número 1 dele….

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