O merecido desfecho de 2012. Batalha pelo Nº 1 em jogo



Numa temporada tão equilibrada com quatro vencedores diferentes de Grand Slams pela primeira vez desde 2003 e luta pela liderança do ranking até as últimas semanas do ano não poderia haver desfecho melhor do que uma decisão do ATP Finals com os tenistas que polarizaram a disputa pelo topo e nas conquistas dos principais torneios.

A diferença propriamente dita em termos de ranking ficou pela maior regularidade de Nole nos Grand Slams. Com um título ele fez outras duas finais e uma semi enquanto que Federer fez duas outras semis e uma quartas. É só jogar na balança, a final de um Major dá 1200 pontos, as semis 720 e as quartas 360. No resto os dois se equivalem. Federer ganhou seis títulos contra cinco de Nole e ambos venceram três Masters 1000. Em número de vitórias os dois também estão parecidos. Federer ganhou 71 em 82 jogos e Nole 74 em 86.

A final deste domingo entre os dois também será um tira-teima entre eles na temporada. Ambos empatam em 2 a 2. Djokovic largou fazendo 2 a 0, mas perdeu as duas últimas para o suíço.

Vencer nesta segunda-feira dará o número 1 a Federer ? Não. Djokovic termina lá por muitos méritos. Mas a sensação que Roger vai ficar por todos os números levantados acima é de que sim, de que será o mais vitorioso da temporada mais apertada da Era de Ouro do tênis. E é claro que Djokovic não vai querer deixar barato.

A decisão do ATP Finals vale e muito a briga pela liderança do ranking a partir de 2013. Com os resultados até aqui a diferença de Nole pra Federer é de 2155 pontos. Com o troféu, o sérvio fecharia com 2655 e ficaria mais confortável para defender seu troféu em Melbourne. Com a vitória de Roger a vantagem cairia para 1355 e suas chances e retomar ao topo seriam bem maiores nos primeiros meses ou quem sabe durante o Australian Open onde descarta 720 contra 2000 pontos de Nole.

Nas semifinais e durante o torneio todo deu pra ver que Juan Del Potro vai brigar pelo top 5 em 2013. Contra Djokovic e Federer nos dois últimos dias o argentino incorporou variações não antes vista em seu jogo com deixadas e slices que incomodaram os rivais. É um forte candidato a beliscar um Slam ou uma final se melhorar sua parte física que no momento é seu calcanhar de aquiles. Delpo cansa de pernas e a cabeça responde com impaciência e erros.

Foi surpreendente a queda de produção de Murray no segundo set contra Federer. Parecia tenso, pressionado. E acabou deixando a parcial e o jogo ir embora com facilidade. Para chegar ao número 1 o britânico tem que ser consistente em títulos e finais. Deu um passo a mais este ano vencendo o US open, a Olimpíada, mas tem que vencer mais já que a concorrência é alta.

E uma pena pro Ferrer. Acabou pagando pelo regulamento do ATP Finals e um Tipsarevic que visivelmente entrou no torneio para cumprir tabela. Jogou muito mal todas as partidas e fez feio. Alegou problema de saúde na semana anterior. Mas o amigo internauta pergunta, por que não desistiu do torneio já que não chegou bem preparado ? Grana. Cada partida que se atua são cerca de US$ 70 mil na conta, isso é o mesmo valor que se ganha para um título de ATP 250, algo que por enquanto Tipsa é capaz de vencer. Na minha opinião se o sérvio chegou ao top 10, Bellucci também tem condições para tal. Mas o brasileiro alcançar tal posição aí é tema para outros posts, que aliás já escrevi bastante.



MaisRecentes

Nadal chega em Paris com sobras. Djokovic pode brigar



Continue Lendo

Nadal não será afetado por derrota em Madri. Zverev cresce, mas precisa confirmar em um Slam



Continue Lendo

Triplo 11 de Nadal ?



Continue Lendo