ATP Finals – Bom pro Federer



Grupos do ATP Finals sorteados. Esta competição reúne os oito melhores do ano portanto todo jogo é duro e de certa forma imprevisível, mas dos cenários possíveis as chaves acabaram saindo um pouco desequilibradas. Bom para Roger Federer. Ruim para Andy Murray e Novak Djokovic.

Dentre seus três rivais, Federer, atual bicampeão e hexa do Finals, tem retrospecto de 31 vitórias e apenas três derrotas.  Contra Ferrer (13-0) e Tipsarevic (5-0), Roger nunca perdeu. Diante de Del Potro 16 partidas e três derrotas. Não que o retrospecto muito favorável determine que ele sairá invicto nesta fase, mas dos cenários possíveis, Federer poderia encontrar maiores carrascos como o Berdych e o Murray. De qualquer forma, Federer não pode relaxar. Ferrer vem muito firme e cada vez com melhores resultados no piso duro e coberto, além de ter um Del Potro cada vez mais confiante e que acaba de derrotá-lo na Basileia. Sorte de Federer que sua estreia será contra Tipsarevic, na teoria o sérvio é o tenista menos forte do torneio.

Minha aposta neste grupo é para qualificação do suíço e Del Potro. Ferrer vai brigar, mas chegará cansado de Paris e Valência.

No outro grupo, imprevisibilidade total. A chave da morte. Djokovic e Murray terão que apresentar seu melhor tênis para se classificarem e será difícil que alguém feche esse grupo invicto. Promessa de jogos com três sets e muito empolgantes. Murray passou a lidar melhor com a pressão de jogar em casa e por isso é meu favorito junto com Nole pela vaga. Mas Berdych e Tsonga vão vender caro.

E em Paris finais sem o top 4 pela primeira vez desde o mesmo torneio em 2010. Motivos ? ATP Finals na semana seguinte. O torneio é mais interessante mesmo para David Ferrer que após dois vices tem a maior chance de vencer seu 1º Masters 1000. Mas que não se tire os méritos do grandalhão Janowicz. São 2,03m de muito saque e uma ótima mobilidade para sua altura. É o quinto jogador alto com sucesso no circuito (Raonic, Isner, Karlovic e Anderson). Sinal dos novos tempos com um circuito jogado cada vez mais na quadra rápida ajudando o saque e jogo agressivo. A característica deles é bem parecida. Bons serviços, devolução e jogo agressivo, sufocante no fundo, chegadas à rede. O diferencial do Janowicz são as deixadas, precisas. De qualifier em Paris, a final lhe colocará como pré-classificado do Australian Open.

Curtinhas:

Janowicz é o primeiro tenista desde Guillermo Cañas em Miami 2007 a atingir a final de um Masters 1000 passando o quali.

No feminino, as sérvias tremeram na base na final da Fed Cup e não foram capazes de fazer um set no primeiro dia da final contra as tchecas. Rep. Tcheca 2 a 0 ecom tudo para o bicampeonato.

Teliana Pereira campeã em Buenos Aires, segundo título seguido, terceiro troféu do ano em seis finais e vaga assegurada, dentro de nove dias, no top 160. Campanha perfeita batendo uma ex-top 40. Ela joga seu último torneio do ano a partir desta segunda em Assunção (Paraguai) e planeja disputar WTAs no início de 2013 e o quali do Australian Open. Em busca de voos maiores e confiante, assim que deve ser. Disparada é a melhor brasileira e segue ainda em busca de um patrocínio. A CBT já está em contato para retomar a parceria. Tomara que dê certo.



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